Antigo aliado de Arruda e Roriz, Rogério Rosso é o novo governador do Distrito Federal

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

Atualizado às 20h07

Por 13 votos, o suficiente para evitar o segundo turno, o candidato do PMDB, Rogério Rosso, foi eleito, neste sábado (17), governador do Distrito Federal para o "mandato-tampão", que termina em dezembro deste ano. Sua vice será a deputada suplente Ivelise Longhi. A cerimônia de posse dos dois está marcada para segunda-feira (19) às 10h na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Rosso foi presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante a gestão do governo Arruda. E no governo anterior, de Joaquim Roriz (PSC), foi secretário de Desenvolvimento Econômico e administrador da cidade-satélite de Ceilândia.

O resultado final identificou seis votos para a chapa petista, quatro para a chapa do governador em exercício, Wilson Lima (PR), e uma abstenção do deputado Raad Massouh (DEM).

A primeira tarefa que prometeu realizar ao tomar posse é reduzir imediatamente o número de cargos comissionados e de outras despesas. “Para que as economias sejam revertidas em Educação, Saúde e Segurança. Vamos dar continuidade às obras e serviços, desde que regularmente contratados. Vamos priorizar ações nas áreas de atendimento às camadas de baixa renda”, prometeu.

Questionado sobre o fato de ter sido aliado dos dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) e Joaquim Roriz (PSC) o descredenciaria para o cargo, Rosso justificou: “quando a gente trabalha em governos, a gente exerce funções técnicas, como secretário, administrador de empresas. Isso não denigre absolutamente a minha avaliação”.

Dos treze votos que recebeu, oito vieram dos distritais citados no inquérito da Polícia Federal, que denunciou esquema de corrupção que estourou a crise política local. São eles: Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulysses (sem partido), Roney Nemer (PMDB), Pedro do Ovo (PRP) e Geraldo Naves (sem partido, ex-DEM), que ficou preso por cerca de dois meses por ter participado de uma tentativa de suborno de uma das testemunhas do caso.

“Quem votou na gente foi a Câmara do Distrito Federal. O Judiciário legitimou a participação de cada um”, respondeu Rosso sobre este apoio na Câmara.

Apesar do governo do DF, ter um novo governador eleito, ainda que de forma indireta, o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda pode votar pela intervenção federal no local.

“Vamos acabar de vez com a crise política. Vamos mostrar ao Judiciário que não será necessária a intervenção”, disse Rosso ao se despedir.

Mais cedo, o procurador geral da República, Roberto Gurgel, autor do pedido de intervenção, continua avaliando que a intervenção é a melhor solução para o DF, porque eleição indireta é apenas “troca de personagem”.

Eleições indiretas indicam novo governador para o Distrito Federal

  • José Varella/Folha Imagem

    O novo governador, Rogério Rosso, foi presidente da Codeplan durante o governo Arruda e secretário de Desenvolvimento Econômico durante a gestão anterior, de Joaquim Roriz

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