Governo reconhece que religioso morreu vítima do regime militar

Christina Machado
Da Agência Brasil

Em Brasília

A Comissão Especial da Secretaria de Direitos Humanos reconheceu que o padre João Bosco Penido Burnier morreu vítima do regime militar. O religioso natural de Juiz de Fora (MG) foi morto em 12 de outubro de 1976, na região de Ribeirão Cascalheira (MT). A decisão da comissão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19).

O sacerdote Jesuíta, nascido em 11 de junho de 1917, foi baleado por um policial quando, junto com Dom Pedro Casaldáliga, intercedia em favor de duas mulheres que estavam sendo torturadas na prisão.

Burnier estudou em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1946. Nomeado assistente para a América Latina da Companhia de Jesus, retornou ao Brasil em 1954, designado vice-provincial da região de Minas, Goiás e Espírito Santo. Participou da fundação do Colégio dos Jesuítas, em Juiz de Fora, e da Missão de Diamantino/MT. Mas sua atuação mais marcante juntos aos índios foi através da Missão Ancheita, de acordo com o padre Egon Hech, coordenador do Conselho indigenista Missionário (Cimi) de Mato Grosso do Sul.

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