Lula minimiza a saída de empresas do consórcio vencedor de Belo Monte e diz que, se precisar, Estado cuidará sozinho da obra

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

Lula diz que críticos de Belo Monte torcem por apagão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou nesta quinta-feira (22) o fato de a gestão dele ter permitido que empresas públicas participassem de leilões. Disse ainda que a possível saída de empresas do consórcio vencedor da licitação da usina de Belo Monte (PA) não irá impedir que a construção dela seja feita.

“Primeiro, nós garantimos que as [empresas] públicas participassem, depois tivemos a coragem de transformar a Eletrobras numa holding, que possa ser tão forte como a Petrobras, que possa captar dinheiro no exterior. E se alguma empresa privada não quiser participar de uma obra, nós faremos a obra. Deus queira que elas queiram participar de todas. Porque, para nós, o ideal é essa parceria público-privada, mas se elas não quiserem fazer, se o preço estiver acima da conta, nós faremos por conta própria”, defendeu.

Depois de muita disputa na justiça, o leilão foi realizado na última terça-feira. O consórcio vencedor é liderado pela Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), o Grupo Bertin e construtora Queiroz Galvão, que ofereceu uma tarifa de R$ 78 megawatt/hora. A proposta representou um deságio de 6,02% com relação ao preço máximo definido de R$ 83.

Lula acrescentou que os críticos do projeto torcem para que haja um apagão em seu governo – algo que ele garantiu que não haverá. "Então, essa gente, desde que eu tomei posse em 2003, eles levantam de manhã e vão dormir à tarde fazendo figa para que tenha um apagão, neste país, para eles poderem dizer que o governo foi incompetente na questão energética. E orgulhosamente, eu digo para vocês, não terá apagão no Brasil. A não ser que haja uma catástrofe. E aí, contra a catástrofe, ninguém pode.”

De acordo com o presidente, as críticas ao projeto não levam em conta que foi diminuído o tamanho do reservatório em 60% do plano original e que, no custo do projeto, R$ 3,5 bilhões devem ser destinados para o "impacto ambiental", ou seja, no auxílio às família de índios e ribeirinhos, que deverão ser deslocados da área onde a hidrelétrica será construída.

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