Por falta de quorum, sessão da CPI da Corrupção é encerrada no DF

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

Marcada para começar às 11h na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a reunião extraordinária da CPI da Corrupção (oficialmente CPI da Codeplan) foi cancelada na manhã desta quinta-feira (22) por falta de quorum. Dos cinco integrantes da comissão, apenas o distrital petista Paulo Tadeu chegou ao local no horário e, pela ausência dos demais parlamentares, encerrou a sessão que definiria os cargos de presidente e vice da CPI.

“Cheguei cinco minutos depois que o deputado Paulo Tadeu encerrou a sessão”, alegou o deputado Paulo Roriz (DEM), que fora indicado para presidente da comissão. Segundo o democrata, ele entrará em contato com os demais integrantes da CPI e tentará remarcar a reunião entre hoje e segunda-feira.

Com a saída do deputado Reguffe (PDT), o cargo de vice ficou vago. O deputado Paulo Roriz pode é cotado para assumir a presidência.

Os deputados Raimundo Ribeiro (PSDB) e Batista das Cooperativas (PRP) deram a mesma justificativa, por meio das assessorias de imprensa:, de que estavam em reunião fora e souberam do cancelamento da reunião a caminho da Câmara.

De acordo com a assessoria de imprensa do deputado Chico Leite (PT), o distrital não compareceu à sessão por não saber que estava confirmado o nome dela na comissão. A confirmação do nome dele foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da Câmara Legislativa, disponível em versão impressa.

"A designação de Chico Leite foi feita de ofício. Leite pode aceitar ou não. O presidente não precisa comunicá-lo de outra forma", explica a assessoria de Wilson Lima (PR), que voltou a presidir a Casa Legislativa após as eleições indiretas que elegeram o novo governador do DF.

A renúncia de dois dos três deputados investigados pela Câmara do DF, Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM) e Junior Brunelli (PSC), contribuíram para que os trabalhos da comissão perdessem força.

Os sucessivos pedidos de habeas corpus, que permitiram testemunhas, como o proprietário da empresa Linknet, Gilberto Batista Lucena, permanecerem caladas durante o depoimento, tem impulsionado a saída de integrantes e dificultado a conclusão dos trabalhos de investigação sobre o chamado mensalão do DEM.

Por essa razão, a comissão adotou outra estratégia: mandar às testemunhas um questionário impresso e por email sobre os esclarecimentos a respeito da relação destes empresários com o escândalo de corrupção do DF. O prazo para a entrega das respostas vence hoje.

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