Ministro da Justiça e Tuma Júnior se reúnem ainda hoje

Alex Rodrigues
Da Agência Brasil

Em Brasília

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, se reunirão ainda hoje (10) para discutir a situação de Tuma Júnior, alvo de matérias divulgadas pela imprensa apontando sua ligação com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, preso em setembro de 2009, acusado de contrabandear equipamentos eletrônicos de seu país.

Em uma nota divulgada no final da tarde, o ministério informa que Barreto já recebeu da Polícia Federal (PF) as informações a respeito das investigações envolvendo Paulo Li e o suposto esquema ilegal. A prisão do chinês e de mais 15 pessoas ocorreu em setembro de 2009, após a PF deflagrar as operações Wei Jin (em chinês, trazer mercadoria proibida) e Linha Cruzada. Juntas, as duas operações tinham o objetivo de combater o contrabando de mercadorias e o vazamento de informações sigilosas, desarticulando uma quadrilha especializada no contrabando de celulares falsificados chineses.

De acordo com a PF, além de Paulo Li, a organização era integrada por despachantes aduaneiros, lojistas, gráficos, um ex-oficial do Exército Brasileiro e até mesmo um ex-membro do Serviço Secreto do Chile. À época, a PF acusou “um conhecido mestre de Kung Fu” de ser um importante membro do grupo, responsável por movimentar mais de R$ 1 milhão mensais revendendo os aparelhos que recebia da China.

Além de ter sido instrutor de Kunf Fu de Tuma Júnior, Paulo Li deu aulas na superintendência paulista da PF quando o pai do secretário, o atual senador Romeu Tuma (PTB-SP), era superintendente do órgão. Na semana passada, o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou uma matéria apontando a ligação do secretário com Li. Em uma conversa telefônica gravada pela PF, Tuma Júnior pergunta ao chinês se um jogo eletrônico contrabandeado estaria à venda na Avenida Paulista, em São Paulo.

Ainda segundo o jornal, a PF também teria encontrado indícios de que Tuma Júnior auxiliou Paulo Li a regularizar a situação de chineses que viviam clandestinamente em São Paulo. À Agência Brasil, contudo, a assessoria da PF se limitou a informar que o secretário não foi investigado e que suas conversas com Paulo Li só foram gravadas porque os telefonemas do chinês estavam sendo monitorados com autorização judicial.

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