Escalação da Copa para Congresso; parlamentar promete usar a tribuna para criticar Dunga

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

O horário do almoço foi agitado no Congresso Nacional nesta terça-feira (11), dia em que o técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, divulgou os nomes dos selecionados para compor o time que vai disputar o mundial no próximo mês.

Assessores, funcionários da segurança e deputados se encontraram no restaurante atrás do plenário, apelidado de “cafezinho” – onde ocorreram as inúmeras articulações políticas – para ver a escalação pelo telão.

O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR), reunido com um grupo de juízes, saiu rapidamente do Salão Verde da Câmara para juntar-se ao grupo. “Eu fico com pena do Dunga, porque todo mundo quer ser técnico de futebol no Brasil, todo mundo quer muito o hexacampeonato. Apontar quem faltou é mais fácil do que quem foi chamado (...) Eu tinha uma expectativa muito grande com o ataque do Santos”, opinou depois da divulgação.

Em uma semana de pauta política cheia, a maioria dos parlamentares acessou pelo celular ou assistiu em seus gabinetes a definição dos atletas. Com o anúncio dos 23 selecionados, o principal assunto tornou-se comentar os nomes.

“A escalação mostrou muita personalidade do técnico Dunga, mas um enorme risco de não conquistar o tão desejado 'hexa'. Ao contrário do que a maioria queria, Neymar e Ronaldinho Gaúcho, que são unanimidades, não poderiam estar fora da lista. Foi uma ducha de água fria ao entusiasmo dos torcedores”, defendeu o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que viu a lista pela internet.

Já o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) achou tão absurda a escalação de Dunga que prometeu fazer um pronunciamento no plenário do Senado para tornar pública sua indignação.

O senador petista Delcidio Amaral (MS), que assim como Jereissati soube dos escolhidos por meio de assessores, disse que “essa é uma seleção previsível e se o Dunga tiver de mudar o esquema tático não vai sair daquela mesmice”.

A proposta apresentada ontem pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), de antecipar o recesso do meio do ano – previsto para começar em 18 de julho – para 10 de junho em função dos jogos da Copa, não foi bem recebida pelos presidentes da Câmara e do Senado.

“Em vez de ficar no faz de conta, sei que não pega bem, mas estou entre os que defendem que deputados trabalham muito. Vai ser uma semana morta, não gosto de hipocrisia, mesmo que os deputados estejam em Brasília, não vai ter votação. Para a opinião pública, os brasileiros vão estar torcendo pelo Brasil, mas o parlamentar é também brasileiro”, defendeu Vaccarezza.

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