Líder do governo no Senado diz que "ficha limpa" precisa de debate antes de votação

Ivan Richard
Da Agência Brasil
Em Brasília

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta quarta-feira (12) que não votará o projeto do "ficha limpa" sob pressão. Jucá não descartou também a possibilidade de haver mudanças no texto aprovado ontem pelos deputados. O projeto visa impedir a candidatura de pessoas condenadas em segunda instância.

De acordo com o líder governista, a propostas precisa ser debatida no Senado. Além disso, ele acrescentou que ainda não foi escolhido um relator para a matéria, o que impede sua votação.

“Querem que a gente vote algo que ainda não chegou, não tem relator, não foi discutido. Não vamos fazer isso sob pressão. Pelo menos, não pela minha parte. Não temo nada, vou discutir, votar a favor, mas fazendo o projeto que acho com responsabilidade”, disse Jucá.

O vice-líder do PSBD no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que os líderes deveriam pedir para que a proposta tramite em regime de urgência. “É possível, basta vontade política. Podemos inverter a pauta. Primeiramente, colocando em regime de urgência a pedido das lideranças”.

Segundo o tucano, o governo poderia retirar a urgência constitucional dos quatro projetos relativos à exploração de petróleo da camada do pré-sal para viabilizar a votação do projeto ficha limpa antes do dia 9 de junho, prazo para que nova legislação entre em vigor nas próximas eleições.

“É essencial para nós votarmos o ficha limpa”, afirmou Dias. Pela manhã, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que conversaria com os líderes partidários para que a proposta receba o regime de urgência. “Farei todo o esforço nesse sentindo, inclusive procurando que votemos no plenário a urgência”, disse.

O projeto de iniciativa popular foi apresentado à Câmara em setembro do ano passado com mais de 1,6 milhão de assinaturas em papel e mais de 2 milhões de assinaturas virtuais (pela internet) com o propósito de estabelecer regras para impedir que pessoas condenadas ou que respondam a processos na Justiça sejam candidatas às eleições.
 

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