Advogado recorrerá amanhã contra afastamento de deputada que guardou dinheiro na bolsa

Luiz Antônio Alves
Da Agência Brasil

Em Brasília

O advogado Jacques Domenico entrará amanhã (17) com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal contra o afastamento da deputada Eurides Brito (PMDB-DF), determinado na sexta-feira (14) pela 2ª Vara de Fazenda Pública do DF. O advogado disse que tentará reverter uma decisão “que não tem base probatória para afastar uma parlamentar de suas funções".

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A deputada do Distrito Federal Eurides Brito (PMDB) foi afastada do cargo nesta sexta-feira (14) por decisão da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF. Brito é acusada de participar do chamado esquema do mensalão do DEM. Ela foi flagrada em um vídeo gravado pelo delator do caso, o ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, colocando somas de dinheiro na bolsa. A Justiça determinou o imediato afastamento da deputada até que “terminem as apurações e procedimentos pendentes contra a ré”, segundo nota oficial

A deputada ficou conhecida depois da divulgação de um vídeo em que aparece guardando na bolsa maços de dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa. O dinheiro seria o pagamento de um suposto esquema de compra de apoio de deputados distritais ao ex-governador José Roberto Arruda. A deputada alega que o dinheiro pertenceria ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC-DF) e seria destinado ao pagamento de dívidas de campanha.

Na manhã de hoje (16), Eurides Brito concedeu entrevista coletiva para reafirmar sua inocência e confiança na Justiça. "Tenho certeza de que vencerei, porque a Justiça trabalha com provas e elas não existem. Não vendo minha honra", disse a deputada.

"Não pedi a nenhuma autoridade ou colega da Câmara Distrital que votem a meu favor. Se eu cair, cairei de pé. Deixarei um documento para meus netos com as explicações sobre este caso". Eurides Brito pediu que os parlamentares compareçam amanhã às 10 horas na Câmara Legislativa do Distrito Federal para ouvir sua defesa.

Ontem (15), por meio de nota, a deputada disse que foi surpreendida pelo noticiário sobre a decisão da Justiça que determinou seu afastamento imediato do cargo. Ela informa no texto “que é, no mínimo, estranho que uma decisão de tal importância seja proferida em caráter liminar após o término do expediente forense, ou seja, após as 19horas, em uma sexta-feira, inviabilizando qualquer defesa de imediato".

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