Paulo Bernardo nega ter recebido pedido para rever números sobre reajuste de aposentados

Daniel Lima
Da Agência Brasil
Em Brasília

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, negou hoje (27) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha pedido a ele novos estudos para avaliar a possibilidade de conceder um reajuste de 7,7% para os aposentados. O aumento foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas a equipe econômica recomendou que Lula vete o projeto, devido aos impactos que serão provocados no Orçamento da União.

“Só se ele mandou o [ministro da Fazenda] Guido Mantega fazer [os estudos para conceder os 7,7%]. Comigo não falou nada. Isso com certeza não vai ser decidido dessa forma”, disse o ministro depois de participar de palestra na Secretaria de Assuntos Estratégicos, em Brasília.

O ministro reafirmou que, por enquanto, o único esforço da equipe econômica é buscar uma fórmula que garanta o reajuste de 6,14% acordado com parlamentares, entidades que representam os aposentados e as centrais sindicais.

“Quando nós da equipe econômica fomos falar com o presidente, já tínhamos o impacto adicional desse reajuste que foi dado [pelo Congresso] e mostramos isso para o presidente. O que nós estamos tentando fazer é uma fórmula que garanta o 6,14% que foram acordados. Tanto quanto possível, vamos preservar o acordo que foi feito”, disse.

O ministro voltou a criticar duramente os parlamentares que aprovaram o reajuste de 7,7% porque, segundo ele, foram favoráveis ao aumento sem a preocupação de saber de onde o governo vai retirar os recursos. “Além de ter um impacto nas contas da Previdência, esse reajuste maior do que foi o combinado, [se] sancionado, [pode] acabar ratificando uma coisa ruim que o Congresso tem feito que é votar as coisas sem dizer de onde vai sair o dinheiro. É uma situação cômoda e até, com o perdão da palavra, irresponsável.”

Paulo Bernardo lembrou que o presidente Lula ainda tem 15 dias para decidir sobre a sanção do projeto e, por isso, terá o tempo necessário para tomar a decisão certa, no tempo certo. “Ele já tem todas as informações. Se precisar novas informações vai pedir.”

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