Estudo do Ipea sobre aviação civil é "totalmente desqualificado", diz Jobim

Camila Campanerut

Do UOL Notícias <BR> Em Brasília

Durante a apresentação do 10º Balanço do PAC, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez duras críticas nesta quarta-feira (2) à pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada no último dia 31 de maio, sobre a situação do setor de aviação civil mundial, com enfoque no Brasil. 

Jobim apontou uma série de falhas nos dados do documento e criticou o fato dele tratar apenas do período de 2000 a 2007, não constar os anos de 2008 e 2009, e também não identificar que no trabalho impostos no setor foram reduzidos a zero ou suspensos. “Os dados são absolutamente errados (...) O trabalho foi todo desenvolvido pelo Ipea sem ouvir absolutamente o setor. Só ouviram um elemento do setor, o sindicato nacional das empresas aéreas”, afirmou. 

“Este trabalho diz que a Infraero fez um investimento, de 2000 a 2007, de R$ 3 bilhões. A Infraero não fez este investimento, a Infraero fez um investimento de R$ 4,7 bilhões. O Ipea mentiu em R$ 1,7 bilhão”, disse Jobim. 

O estudo do instituto verificou gargalos em 13 dos 20 aeroportos mais movimentados do país e que seria necessário aumentar em 41% a capacidade de 16 aeroportos brasileiros até 2014. O alerta aumenta pela proximidade dos eventos mundiais no país como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que irão demandar maior e rápido investimento em infraestrutura. 

O ministro disse ainda que há diferenças entre os números de operações nos aeroportos, indicados pelo Ipea. Jobim cita que há 45 operações no aeroporto de Brasília, enquanto a pesquisa aponta 36; em Manaus (AM), o estudo aponta 9 e Jobim fala em 12; em Congonhas (SP), o trabalho indica 24 e seriam 34 e; no aeroporto da Pampulha (MG), o Ipea diz que a capacidade máxima de operação é de 5, e o Ministério da Defesa diz 12. 

“O trabalho é totalmente desqualificado”, concluiu, ao anunciar que o ministério já pediu ao McKinsey um novo levantamento sobre os problemas do setor.

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