Senadores condenam embargo a Cuba ao aprovarem novo embaixador em Havana

Marcos Magalhães
Agência Senado

Os senadores da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) condenaram unanimemente o embargo econômico imposto a Cuba pelos Estados Unidos, durante reunião em que foi aprovada a indicação do novo embaixador brasileiro em Havana, o ministro de primeira classe José Eduardo Martins Felício. A maioria deles, porém, condenou igualmente as violações de direitos humanos atribuídas ao governo cubano.

Em seu voto favorável à indicação de Felício, o relator da mensagem presidencial, senador Pedro Simon (PMDB-RS), disse esperar para "qualquer momento" o anúncio do fim do embargo, que já dura 50 anos.

"A exportação de revoluções por parte do governo cubano é coisa do passado. Não há mais justificativa ao embargo dos Estados Unidos", afirmou Simon, que admitiu que a ilha não pode ser considerada democrática e tem sido marcada por denúncias de violações de direitos humanos.

O embaixador indicado disse ainda que não ocorreram grandes mudanças em Cuba desde 2008, quando o poder passou às mãos do atual presidente Raúl Castro, irmão do ex-presidente Fidel Castro. Ele ressaltou que a primeira viagem ao exterior do novo líder cubano foi ao Brasil, onde participou da Cúpula da América Latina e do Caribe.

Felício anunciou a intenção de ampliar a presença econômica brasileira em Cuba. Ele recordou que a Petrobras obteve concessão de exploração de petróleo na plataforma continental cubana e que a Embrapa tem trabalhado na ilha no sentido de transferir tecnologia para o plantio local de soja.

Durante o debate, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse esperar que a blogueira cubana Yoani Sánchez seja autorizada a visitar o Brasil, para participar, em Ilhéus (BA), da exibição de um documentário feito sobre o seu trabalho em Havana. Os senadores Romeu Tuma (PTB-SP), José Agripino (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) ressaltaram a difícil situação dos direitos humanos de Cuba, embora condenando o embargo econômico norte-americano. Por sua vez, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou que "nenhuma nação defende os direitos humanos como Cuba".

Chile
A comissão também aprovou parecer favorável à mensagem presidencial de indicação do ministro de primeira classe Frederico Cezar de Araújo para o cargo de embaixador brasileiro no Chile. O relator da mensagem foi o presidente da comissão, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que considerou o Chile um "parceiro ideal, moderno e estável", dentro da América do Sul.

Em sua exposição aos senadores, Araújo informou que pretende trabalhar pela implantação de um sistema de pagamento em moeda local para o comércio bilateral. Ele defendeu ainda a integração das cadeias produtivas dos dois países e a ampliação dos investimentos mútuos de empresas brasileiras e chilenas, além da construção de ligações rodoviárias e ferroviárias entre os dois países.

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