Votação do pré-sal no Senado deve ficar para próxima semana

Camila Campanerut

Do UOL Notícias<BR>Em Brasília

Com o plenário esvaziado, a expectativa do líder do DEM no Senado, o senador Agripino Maia (RN), é de que a votação do projeto do pré-sal sobre a criação da nova estatal do petróleo, para gerenciar a exploração da camada pré-sal, deve ficar para a próxima semana.

“Hoje, não tem quorum. Não deve se votar nada. No máximo os dois projetos de créditos suplementar, que podem ser votadas por acordo”, afirmou nesta quarta-feira (16).

O democrata se referiu aos dois projetos aprovados mais cedo na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Um autoriza recursos no valor de R$ 461 milhões entre o Estado de Minas Gerais e o Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) para o financiamento parcial para o “Programa de Parceria para o Desenvolvimento de Minas Gerais 2”. O outro permite a contratação de crédito externo com garantia do governo federal no valor de R$ 21,9 milhões entre o Estado do Espírito Santo e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para o financiamento parcial do "Plano de Desenvolvimento da Administração Fazendária".

Além dos créditos e do pré-sal, constavam na pauta a votação dos três indicados para a diretoria da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) e o Estatuto da Igualdade Racial, ambos aprovados em comissões nesta manhã. Segundo o líder, em caso de indicação, os votos dos senadores no plenário têm de ser nominais e, sem o número mínimo de 41 senadores, não é possível.

Questionado se as famosas festas juninas no Nordeste não dispersariam os parlamentares para um contato mais próximo da população em ano eleitoral em vez de os manterem no Congresso, o senador alfinetou o governo e disse que cabe à base convencer a trazer seus senadores ao trabalho em vez de permitir que façam campanha. “Hoje tinha votação. E não tem gente, cadê o [Romero] Jucá [líder do governo na Casa]?”, alfinetou.

Jucá não atendeu aos chamados da reportagem. Porém, mais cedo, em entrevista à Agência Senado, disse que o governo irá pedir a retirada da urgência do projeto que trata dos royalties do pré–sal que, depois das eleições, voltará a tramitar como projeto de lei ordinária nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e depois nas de Serviços de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos.

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