Lula diz preferir votação sobre partilha do pré-sal neste ano após eleições

Maurício Savarese
Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em entrevista a uma rádio capixaba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (15) que um novo regime de partilha para a exploração de petróleo no Brasil deveria ser votado pelo Congresso Nacional ainda neste ano apesar das eleições em outubro. Câmara dos Deputados e Senado costumam discutir propostas polêmicas depois dos pleitos presidenciais em consonância com o futuro governo.

“Eu achava que essa história do royalties a gente não devia discutir no ano eleitoral. Eu não sei se o Congresso vai conseguir votar agora. Eu gostaria que votasse por causa do modelo de partilha, que é a coisa mais importante”, disse Lula em entrevista à Rádio Litoral, de Vitória. “Nós tínhamos um acordo feito, bom para o Brasil.”

No Espírito Santo, Lula participa em Vitória de uma cerimônia que marca o início da produção comercial de petróleo em um bloco do pré-sal, no campo de Baleia Franca, na Bacia de Campos. As instalações ficam a 80 km da costa capixaba. Ele também aproveitará para endossar a campanha do senador Renato Casagrande (PSB), candidato ao governo que terá um petista como vice.

Ao jornal “A Gazeta”, Lula afirmou que a questão “deveria ser tratada mais adiante, depois das eleições, com mais tranquilidade, quando a caça ao voto já teria terminado e as paixões partidárias já estariam serenadas”. “Mas os deputados, por decisão própria, decidiram incluir o assunto nos projetos. Nós não tratamos da matéria e ainda negociamos no Senado um substitutivo que excluía a questão dos royalties”, disse.

O governo federal propôs no marco regulatório do petróleo pré-sal que o atual regime seria alterado – descontentando Estados produtores como Espírito Santo e Rio de Janeiro – e que haveria a criação de um Fundo Social para reverter recursos para programas sociais e educacionais, políticas de meio ambiente e incentivos à inovação.

O presidente voltou a falar sobre seu futuro após deixar o Palácio do Planalto e prometeu dar mais atenção à família. "Eu não quero voltar a ter militância política partidária como tive, de participar reunião sábado e domingo. Você não sabe quantos sábados de sol eu larguei minha mulher e filhos em casa para ir a uma maldita reunião que não decidia nada, a não ser marcar outra reunião. Eu não quero mais isso. Mas quero continuar viajando o Brasil e o mundo", disse.

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