Sarney recua e autoriza TV Senado a reprisar discursos à noite

Camila Campanerut
Do UOL Eleições

Em Brasília

Senadores comemoraram nesta quinta-feira (15) a decisão do presidente do Senado, José Sarney, em autorizar que a TV Senado voltasse a reprisar à noite as sessões diárias de Plenário.

Ontem, o assunto alterou os ânimos dos parlamentares Alvaro Dias (PSDB-PR), Mão Santa (PSC-PI), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), que fizeram discursos em que criticavam a sugestão acatada por Sarney pela Advocacia-Geral do Senado. O órgão sugeria a restrição aos discursos dos senadores, especialmente os que concorrem à reeleição no cargo, para não ferir a lei eleitoral.

“O presidente voltou atrás e determinou que se restabelecesse [a reprise] e, ontem mesmo, foi retransmitida à noite a sessão. O atendimento a estas reivindicações subtraem as prerrogativas do Senado, que passaria a ideia da censura (...) O principal assunto do ano é eleição, mas a Casa é multipartidária. Censurar o discursos de um parlamentar é um acinte”, argumentou Dias.

A discussão tomou mais força depois que o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) ocupou a tribuna para criticar uma ação feita pelo Ministério Público Eleitoral, que acusa o peemedebista de ter feito, em seu discurso em dia 9 de abril, propaganda eleitoral antecipada em favor do candidato tucano à Presidência, José Serra. Mesquita Jr. disse, na ocasião, que Serra era "mais competente" que a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Com isso, os senadores da oposição insinuaram que haveria pressão do Executivo para que “se calassem” as vozes contrárias no Congresso. Um exemplo foi o senador Antonio Carlos Junior, que afirmou que não deixará de criticar o programa petista mesmo depois do que ocorreu com Mesquita Jr..

Caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aceite a representação contra Mesquita Jr., o senador já adiantou que irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) por considerar que se trata de uma questão constitucional. E, se condenado, "adeus independência e autonomia do Congresso Nacional", disse.

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