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Aécio Neves diz que Dilma Rousseff encontrará uma oposição "atenta e vigilante"

Rayder Bragon

Especial para o UOL Notícias<br>Em Belo Horizonte

01/01/2011 18h37

O ex-governador e atual senador por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) disse neste sábado (1º) que a presidente Dilma Rousseff vai encontrar no Congresso Nacional uma oposição "extremamente atenta, vigilante e pronta para apontar eventuais problemas que ocorram no seu governo". O tucano afirmou ainda que o Congresso não pode se ater a uma "agenda de interesse exclusivo do Poder Executivo".

"Não há governo forte sem oposição forte. Estejam certos que faremos uma oposição leal ao Brasil e aos brasileiros, mas forte e vigorosa em relação às ações do governo", disse o ex-governador, após participar nesta tarde de evento comemorativo da posse do governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB), no Palácio da Liberdade, ex-sede do governo mineiro.

Aécio afirmou que o seu mandato no Senado servirá para a busca de uma "agenda para o país". "O Congresso Nacional não pode ficar refém de uma agenda de interesse exclusivo do Poder Executivo. Isso apequena o Congresso e é o que tem ocorrido ao longo dos últimos anos", avaliou.

"Esse é o primeiro passo para refundarmos também a federação no Brasil. E eu espero ter uma relação democrática e republicana (com o governo federal) e estou absolutamente convencido de que não haverá, e nós não permitirmos que não haja, qualquer tipo de discriminação a Minas Gerais, do ponto de vista das parcerias", afirmou. O tucano desejou "sorte" a Dilma Rousseff.
 
"Minas excluída"


Aécio Neves aproveitou para criticar a montagem do ministério de Dilma Rousseff. Segundo ele, Minas Gerais não tem representatividade no ministério formado pela presidente - apesar de o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ter sido indicado por ela para a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

"Ele (Pimentel) entra em uma cota pessoal, dita pela própria presidente. Eu vejo que Minas, do ponto de vista político, ficou excluída do atual governo", afirmou Aécio.

"A força que terá o governador Anastasia, com nosso apoio no Congresso, com o apoio da bancada mineira, dará a ele todas as condições de fazer um grande governo e trazer os investimentos federais necessários", disse em relação ao afilhado político, que ajudou a eleger.

Questionado sobre qual seria o papel do presidente Lula, que deixa o cargo, no governo de Dilma Rousseff, o tucano disse acreditar que ele se comportará como "ex-presidente". "O presidente Lula disse por algumas vezes que demonstrará, na prática, como deve agir um ex-presidente da República. Vamos aguardar e observar qual é a forma que ele compreende que seja a mais adequada."

Em relação à gestão de Antonio Anastasia, o ex-governador disse que ele fará "um governo melhor" do que o dele, que administrou o Estado por oito anos consecutivos.  

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