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Jaques Wagner começa novo mandato prometendo foco no social e falando na Copa-2014

Heliana Frazão

Especial para o UOL Notícias<br>Em Salvador

01/01/2011 12h20

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), tomou posse no início da manhã deste sábado (1º) no plenário da Assembléia Legislativa do Estado, para o seu segundo mandato. Wagner prometeu manter o foco no social e intensificar as ações em logística e infraestrutura, para acompanhar o crescimento projetado para o país nos próximos 20 anos.


Wagner explicou a opção pela posse logo cedo em razão do seu desejo de prestigiar a transmissão do cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessora, Dilma Rousseff, em Brasília. Wagner embarcou para a capital federal com a primeira-dama, Fátima Mendonça, logo após ser reempossado.

"Nosso objetivo nesse segundo mandato será continuar diminuindo a pobreza e as diferenças sociais, mas também teremos um olhar especial para a questão da gestão, com a melhoria do funcionamento da máquina pública", disse. O governador foi reeleito em primeiro turno, com 63,8% dos votos válidos, tem ampla maioria na Assembléia Legislativa.

"Não dá para sentar na cadeira de governador do Estado sem sonhar, programar, projetar, e realizar", acrescentou, anunciando, entre outros projetos, construir a ponte sobre a Baía de Todos os Santos, ligando Salvador à Ilha de Itaparica; a construção da nova arena da Fonte Nova; e um conjunto de outras obras "para preparar a Bahia para a Copa do Mundo de 2014".

Questionado durante a entrevista coletiva, logo após a cerimônia de posse, se emplacar dois ministros no governo de Dilma Rousseff, seria suficiente, Wagner respondeu que as necessidades financeiras da Bahia vão muito além de apenas dois ministérios e alcançam todo o governo federal. "Dois ministros não me bastam. A Bahia tem um orçamento fraco para o trabalho que precisa ser feito, por isso a parceria com o governo federal é fundamental", observou.

Diante de perguntas insistentes sobre as ações que pretende adotar para reduzir o crescimento da insegurança no Estado, Wagner respondeu que irá investir na conscientização e trabalho de ajuda aos dependentes químicos, com o apoio de Dilma, que no seu entendimento, deverá focar o problema da violência, após as últimas os últimos episódios ocorridos no Rio. "Vamos adaptar dois hospitais do Estado para atender os dependentes químicos." Wagner também se comprometeu a criar uma superintendência para a prevenção e o acolhimento aos usuários de drogas.

O governador agradeceu o apoio recebido nos últimos quatro anos do Legislativo e Judiciário, destacando a parceria e o entendimento desses poderes com o governo.

Ele também fez referências elogiosas a seu vice, Otto Alencar, a quem classificou como um dos novos amigos, que mudaram de lado para ajudar a fazer mais e melhor pela Bahia. Otto Alencar iniciou na política e chegou ao governo da Bahia com apoio do senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), líder de uma das mais fortes correntes políticas no Estado, que ficou conhecida como "carlismo", ferrenho opositor do PT. "A presença de Otto nesse projeto simboliza o novo momento político na Bahia, quebrando paradigmas", pontuou Wagner.

O governador falou ainda da sua emoção em assumir um segundo mandato. "É uma emoção diferente, muito grande, porque é resultado do que fizemos, do que realizamos,  que foi aceito e validado pela população, que nos deu uma votação retumbante e o respaldo de dois senadores e de uma bancada federal e estadual majoritárias", disse, fazendo em seguida um relato das principais realizações dos primeiros quatro anos.

O governador não fez referências sobre eventuais mudanças no secretariado. Disse apenas que este será um governo de "continuidade". Logo após as eleições, em outubro de 2010, ele havia anunciado que faria mudanças pontuais.

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