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Garibaldi pede para governo não penalizar Previdência

Fábio Brandt

Do UOL Notícias<br>Em Brasília

03/01/2011 17h58

A cerimônia de transmissão de cargo do Ministério da Previdência ocorreu na tarde de hoje (3). Assume o cargo Garibaldi Alves Filho (PMDB) e sai Carlos Eduardo Gabas (PT), que continua no Ministério como secretário-executivo.

Em seu discurso, o novo ministro afirmou, dirigindo-se diretamente ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), presente à cerimônia, que isenções não podem gerar ônus para a Previdência.

“[É importante] destacar que essas isenções são justas e importantes para o país, mas não são políticas previdenciárias e, portanto, o ônus não deve ser da Previdência Social”, disse Garibaldi Alves. Durante a campanha presidencial, o ministro Paulo Bernardo afirmou que a presidente Dilma Roussef deve desonerar a folha de pagamentos.

Sobre a reforma da Previdência, Garibaldi disse que se trata de uma missão “que não se pensa nem se executa de maneira abrupta”. Apesar disso, admitiu que “ajustes pontuais” podem ser feitos e que manterá a linha dos dois últimos ministros, Gabas e José Carlos Pimentel, afirmando que a qualidade do atendimento ao contribuinte melhorou nas últimas gestões.

Entre os desafios da pasta, Garibaldi elencou estender os benefícios do sistema para todos os idosos e para “parcela significativa da população economicamente ativa que continua marginalizada”. Nesse grupo, Alves incluiu trabalhadores informais, autônomos, domésticos e micro-empresários.

Além do vice-presidente Michel Temer, compareceram outros líderes do PMDB, como novo presidente do partido Valdir Raupp (RO), o ministro de Minas e Energia Edson Lobão (MA) e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (RN), primo de Garibaldi. José Sarney (MA) e Renan Calheiros (AL), a quem Alves atribui a indicação de seu nome para o Ministério, não compareceram. Fernando Collor (PTB-AL) e Franscisco Dornelles (PP-RJ) também estiveram no evento.

Senado

Reeleito senador em 2010, Garibaldi Alves Filho deve deixar a vaga para o primeiro suplente, Paulo Davim (PV). Assim, salva os verdes não terem senador, pois o mandato de Marina Silva (PV-AC) termina em 31 de janeiro e o partido não elegeu nenhum de seus 12 candidatos ao Senado neste ano.

Se ficasse no Senado, Alves Filho teria a companhia de seu pai, Garibaldi Alves (PMDB), que assume amanhã (4) a vaga deixada por Rosalba Ciarlini (DEM), eleita governadora do Rio Grande do Norte.

Alves Filho presidiu o Senado de 2007 a 2009, após período conturbado da gestão de Renan Calheiros (PMDB) e antes do atual presidente, José Sarney (PMDB).

A passagem de Garibaldi Alves Filho pela presidência da Casa comporta pelo menos dois escândalos, registrados pelo Monitor de Escândalos do UOL: a impressão de material de campanha pela gráfica do Senado e irregularidades no pagamento de servidores que, segundo o TCU, deram prejuízo aos cofres públicos.

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