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"Dificilmente" mínimo fica em R$ 540, diz Raupp

Fábio Brandt

Do UOL Notícias<br>Em Brasília

04/01/2011 22h12

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) declarou na noite de hoje (4) que, "dificilmente", o novo valor do salário mínimo deve ser o sugerido pelo governo, R$ 540.

“Depois que saiu o valor que o grito deve ter acontecido. A voz das ruas deve ter ecoado e os deputados estão preocupados”, disse Raupp. "O sentimento é que dificilmente o mínimo ficará em R$ 540", afirmou o senador.

O mínimo tornou-se polêmica entre PT e PMDB após reunião peemedebista realizada na manhã de hoje para discutir a perda de cargos do partido no governo Dilma. Após o encontro, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) indicou que sua bancada pode não votar com o governo, apoiando valor maior para o salário.

A declaração de Raupp foi feita em sua chegada à segunda reunião peemedebista do dia, realizada na casa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), em Brasília, à noite.

Antes de Raupp, quem chegou foi o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), que evitou afirmações conclusivas sobre a polêmica. “Sempre que se fala em salário mínimo, há os que querem mais. E, evidentemente, o PMDB e todos os partidos terão a sabedoria de apurar qual o nível exato do salário mínimo”, disse Temer.

Além de Temer e Raupp, participam do jantar oferecido por Roseana o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP) e os seis ministros do partido: Nelson Jobim (Defesa), Edison Lobão (Minas e Energia), Garibaldi Alves (Previdência), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos).

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