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PT e PMDB marcharão juntos nos próximos quatro anos, diz Marco Maia

Fábio Brandt <br>Do UOL Notícias <br>Em Brasília

12/01/2011 12h41

Nesta quarta-feira (12), um dia após participar de reuniões para selar trégua petista com o PMDB, o candidato do PT à presidência da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que os dois partidos “marcharão juntos nesses próximos 4 anos”.

Maia é, até agora, o único candidato a presidente da casa confirmado e também o único em campanha explícita. Nessa condição, destacou que negocia o apoio do PR e do PTB, que cogitam ter candidatos próprios (Sandro Mabel e Silvio Costa, respectivamente). Outros cotados para a disputa são Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

Com relação à oposição, Maia adota tom de harmonia. Aprova o argumento de respeito à proporcionalidade usado por PSDB e DEM para apoiar sua candidatura e diz que quer todos os partidos “representados na direção e na condução dos trabalhos da Câmara para o próximo período”.
 
A seguir, íntegra da entrevista concedida por Marco Maia ao UOL Notícias:

UOL Notícias: Dos partidos da base aliada que ainda não declararam apoio formalmente à sua candidatura, qual está mais bem encaminhado para manifestar o apoio?
Nós temos um bom diálogo que ontem realizou algumas reuniões, alguns encontros. E nós tivemos a oportunidade de almoçar juntos e selarmos o acordo para a disputa que vai acontecer no dia 1° [de fevereiro].

ELEIÇÃO DA CÂMARA

PT e PMDB marcharão juntos nesses próximos quatro anos. Nós estamos também discutindo já com o PR, com o PP, com o PTB e com outros partidos que compõem a base de sustentação do governo Dilma, a chamada base aliada aqui na Câmara, para que se possa ter uma candidatura, uma chapa que respeite a proporcionalidade e seja responsável pela construção de acordos que tenham no diálogo a construção das políticas na Câmara daqui pra frente.

Eu diria que o processo está muito bem encaminhado e nós estamos ainda trabalhando, ouvindo todos os parlamentares. Além de conversarmos com os líderes, estamos conversando com todos os deputados, no sentido que todos possam se sentir contemplados e atuantes neste processo de construção da mesa diretora da Câmara no próximo período.

E o apoio da oposição, do Democratas e do PSDB, já está consolidado ou ainda resta alguma dúvida quanto a isso?
Nós temos um posicionamento claro, dos líderes do PSDB e dos líderes dos Democratas, em relação ao apoio à nossa candidatura. Óbvio que nós estamos ainda conversando com todos os deputados, pedindo voto, e principalmente dialogando sobre o tema da proporcionalidade. Nós queremos que todos os partidos tenham representação dentro da Câmara dos Deputados e estejam representados na direção e na condução dos trabalhos da Câmara para o próximo período. A oposição, é óbvio, precisa também estar junto nesse processo.

A nossa expectativa é que até o dia 1° de fevereiro, quando acontece a eleição, que nós tenhamos a definição de uma chapa completa, onde a oposição e a base de sustentação do governo estejam juntos e possam, a partir disso, conduzir os trabalhos da Câmara no próximo período.

O senhor lembrava há pouco agora que vai ter uma taxa de renovação alta na Câmara [44% de novos deputados]. Isso pode ajudar a ter algum outro candidato inesperado até o dia da eleição?
Olha, eu acho que não. Nós estamos dialogando também com os novos deputados, vamos patrocinar um processo de integração dos novos deputados na vida do cotidiano da Câmara. E a nossa expectativa é que os novos venham com um intuito de contribuir também com o fortalecimento da Câmara dos Deputados. E o fortalecimento da Câmara dos Deputados é exatamente o respeito e à participação efetiva de todos os partidos na condução do processo na Câmara. Essa é a nossa expectativa.

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