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Política

Sarney nega que ação de Requião seja de censura à imprensa e a classifica como "questão de temperamento"

Camila Campanerut<br> Do UOL Notícias

Em Brasília

26/04/2011 11h58

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta terça-feira (26) que a polêmica envolvendo o colega de Congresso, o senador e ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que tomou o gravador de um repórter e apagou a entrevista feita com ele, não é uma censura à liberdade de imprensa, mas resultado de uma "questão de temperamento" do parlamentar paranaense. 

Irritado com pergunta, senador Roberto Requião arranca gravador de repórter

“Eu acho que é um episódio que podia não ter acontecido, é um episódio de temperamento. Acho que foi um atrito, mas não tem essa conotação de que se trate de uma agressão a liberdade de imprensa ou de trabalho. Foi um episódio passageiro”, disse Sarney. “Não posso emitir conceito de valor contra um colega por quem eu tenho o maior respeito e que tem uma vida pública grande nesse país.”

Ontem, Sarney havia dito que o caso deveria se tratar de um “mal-entendido” e classificou o senador como “um cavalheiro”.

Questionado sobre a possibilidade de levar a ação do parlamentar ao Conselho de Ética da Casa, Sarney declarou que “não caberia à presidência ter uma iniciativa dessa ordem”. Contudo, está prevista para esta terça-feira a votação em plenário dos nomes dos integrantes do Conselho. 

Já com relação à ausência de um corregedor na Casa --que poderia julgar o episódio--, o peemedebista informou que ainda nessa semana será definido um nome e que as negociações já estão sendo feitas com as lideranças partidárias. “Eu fiz as consultas e algumas pessoas que convidei não aceitaram, de maneira que agora que encontrei um nome que está sendo negociado com os partidos porque tem que ser indicado em plenário. Eu não posso adiantar [o nome]”, justificou Sarney.

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