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Crescimento patrimonial de Palocci é assunto encerrado, diz governo

Do UOL Notícias<br>Em Brasília

16/05/2011 19h58

O vertiginoso aumento de patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, entre 2006 e 2010 - período em que era deputado federal e dono de uma consultoria -, não merece atenção do governo e está encerrado com a decisão da Comissão de Ética Pública de minimizar o assunto. A declaração foi dada nesta segunda-feira (16) pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um dos aliados mais próximos do homem mais forte do governo Dilma Rousseff.

Mais cedo, o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, afirmou que o assunto não será investigado pelo grupo e considerou aceitável a justificativa de Palocci para ter seu patrimônio multiplicando em 20 vezes, para mais de R$ 7 milhões, conforme noticiou o jornal Folha de S.Paulo. "A comissão de ética encerra para nós essa questão", disse Carvalho. "Faz parte da lei democrática nos atermos ao presente."

"Quando a presidente convida o ministro Palocci para ser o seu ministro, nos interessa é o comportamento dele nesse período. Se ele vai aferir ou não alguns bens de maneira legítima ou não nesse período [no ministério]. O passado de cada um dos ministros não cabe ao governo fazer nenhum tipo de investigação", disse o secretário-geral. Carvalho convive com Palocci desde 2002, na coordenação da campanha eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro-chefe da Casa Civil foi investigado no passado por escândalos de grande impacto, durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda. Hoje ele é o principal articulador do governo Dilma.

"Palocci é fundamental para esse governo. Ele tem demonstrado uma grande competência, um incrível empenho no apoio à presidenta e na coordenação do governo. Vamos tocar a vida para a frente, porque nós temos muito trabalho e o Palocci precisa trabalhar muito", afirmou Carvalho.

Palocci já afirmou que não dará declarações sobre o assunto. Disse por nota que os rendimentos se justificam pelos lucros com a consultoria nos seus anos de deputado federal e que antes de tomar posse como ministro se orientou com a Comissão de Ética Pública para evitar conflito de interesses.


 

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