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Ministro acusa Prefeitura de São Paulo por vazamento de dados de Palocci

Camila Campanerut<br>Do UOL Notícias<br>Em Brasília

24/05/2011 11h24

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, acusou nesta terça-feira (24) a Prefeitura de São Paulo pelo vazamento dos dados que demonstraram o crescimento patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Reportagem da Folha de S.Paulo informou que o patrimônio de Palocci aumentou 20 vezes entre 2006 e 2010 (de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões) e que ele comprou, por meio de sua empresa de consultoria, dois imóveis em São Paulo: um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 882 mil.

“Quando, no passado, se denunciou questões sobre o senhor José Serra, não se tocou no conteúdo, só no vazamento. Houve um vazamento da Prefeitura de São Paulo agora”, acusou ao sair de um evento em um hotel em Brasília nesta manhã. Ao citar o caso José Serra, Carvalho lembrou do episódio onde o tucano e seus familiares foram alvo de um dossiê, na época das eleições de 2010.

Segundo o ministro, se Palocci tivesse feito um desvio de dinheiro em forma de “caixa dois” ou tivesse mandado quantias de dinheiro para o exterior, não se teria como comprovar os rendimentos dele nos últimos quatro anos, quando o atual ministro era deputado federal e prestava consultoria.

“Portanto, temos uma luta política, e como tal estamos enfrentando. O governo não está fragilizado, a ordem da presidenta Dilma é continuar trabalhando. Fomos eleitos para trabalhar pelo país”, disse.

Sem citar nomes, Carvalho disse “ter clareza de onde partiram as denúncias”, e complementou. “Ele [Palocci] incorreria num grande erro [se tivesse feito caixa dois] e não haveria provas. A demonstração via nota de ISS [Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza] iria permitir ver os recolhimentos que ele teve com o seu trabalho.”

A reportagem fez contato com a Prefeitura de São Paulo, mas ainda não obteve uma resposta sobre as declarações de Carvalho.

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