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Dilma "sai menor" após caso Palocci, diz presidente do PSDB

Maurício Savarese

Do UOL Notícias<br>Em Brasília

2011-06-07T18:51:36

07/06/2011 18h51


O presidente do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff  "não administrou bem" o caso que levou à demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Para ele, a escolha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para substituir Palocci é "marketing, aventura e sinal de fraqueza".

"A saída de Palocci, que nunca veio a explicar exatamente o que aconteceu, é uma prova de fraqueza de uma liderança que não se consolidou, que é a da presidente Dilma", disse Guerra. Ela sai menor do que entrou. A situação já era insustentável."

O presidente do PSDB afirmou que a indicação de Gleise é uma "tentativa de renovação". "Ela certamente é muito melhor que a Erenice Guerra", disse o deputado, referindo-se à sucessora de Dilma na Casa Civil, que foi forçada a deixar o cargo após suspeitas de tráfico de influência no final do governo Lula.

"Gleisi não tem experiência para liderar, assim como Dilma também não tinha", disse Guerra.

Biografia de Gleisi

Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba, em 6 de setembro de 1965. Iniciou sua trajetória política no movimento estudantil secundarista e filiou-se ao PT em 1989. Formada em Direito, a nova ministra da Casa Civil foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul, na gestão de Zeca do PT, e secretária de Gestão em Londrina (PR).

Em 2002, integrou a equipe de transição de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como Dilma Rousseff. No primeiro governo de Lula, Gleisi ocupou o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional. Em 2006, candidatou-se ao Senado pelo Paraná, recebeu 2,3 milhões de votos, mas não foi eleita.

Dois anos depois, sofreu novo revés, ao ser derrotada pelo tucano Beto Richa nas eleições municipais em Curitiba, obtendo 18% dos votos. Em 2010, por sua vez, foi eleita senadora pelo Paraná para dois mandatos, juntamente com Roberto Requião (PMDB), com 3,2 milhões de votos.

Cronologia do Caso Palocci

15 de maio - Reportagem da Folha de S.Paulo revela que o patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aumentou em 20 vezes e passou de R$ 375 mi para R$ 7,5 mi entre 2006 e 2010. Segundo o jornal, Palocci comprou um apartamento de luxo em SP por R$ 6,6 mi e um escritório por R$ 882 mil.
15 de maio - O ministro explica em nota que o patrimônio de sua consultoria Projeto "foi fruto desta atividade e compatível com as receitas realizadas nos anos de exercício”.
20 de maio - A Procuradoria-Geral da República pede explicações a Palocci sobre o seu aumento patrimonial.
27 de maio – Palocci se antecipa ao prazo dado pela PGR e entrega informações sobre aumento de seu patrimônio.
1º de junho – Palocci envia informações complementares pedidas pela PGR. No mesmo dia, diante de um cochilo da base governista, a oposição conseguiu aprovar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados a convocação do ministro, que acabou sendo suspensa em plenário.
6 de junho – O procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, decide arquivar a denúncia contra Palocci, ele afirmou que "não compete ao Supremo processar e julgar"o ministro

 

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