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Líder do PT parabeniza Palocci pelos seis meses na Casa Civil

Maurício Savarese

Do UOL Notícias <BR> Em Brasília

2011-06-07T19:43:13

07/06/2011 19h43


O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), afirmou nesta terça-feira que a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, serve para “diminuir” a temperatura política.

Ele parabenizou o colega de partido pela decisão após uma crise em que até mesmo petistas se dividiram na defesa do principal assessor da presidente Dilma Rousseff.

“Parabenizo o ministro Palocci pelos seis meses de dedicação intensa ao governo e ao país”, disse Teixeira da tribuna da Câmara. “O balanço é muito positivo, e o país continua crescendo, distribuindo renda.”

Palocci recebeu nas últimas semanas mais apoio de peemdebistas do que de integrantes do seu próprio partido.

Em uma reunião da executiva nacional do PT foi descartado produzir um documento que defendesse sua permanência no cargo, após a acusação de que ele multiplicou seu patrimônio nos últimos anos.

Teixeira afirmou, no entanto, que os petistas não hesitaram em defender Palocci e que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, isentou o agora ex-ministro ao arquivar a denúncia contra ele.

Em Gleisi, Teixeira disse ver três qualidades: capacidade técnica, porque ela já foi diretora da usina de Itaipu; experiência política, de senadora de primeiro mandato mais votada do Paraná; e a condição feminina “o lugar de mulher é na cúpula da sociedade”, afirmou.

Cronologia do Caso Palocci

15 de maio - Reportagem da Folha de S.Paulo revela que o patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aumento em 20 vezes e passou de R$ 375 mi para R$ 7,5 mi entre 2006 e 2010. Segundo o jornal, Palocci comprou um apartamento de luxo em SP por R$ 6,6 mi e um escritório por R$ 882 mil.
15 de maio - O ministro explica em nota que o patrimônio de sua consultoria Projeto "foi fruto desta atividade e compatível com as receitas realizadas nos anos de exercício”.
20 de maio - A Procuradoria-Geral da República pede explicações a Palocci sobre o seu aumento patrimonial.
27 de maio – Palocci se antecipa ao prazo dado pela PGR e entrega informações sobre aumento de seu patrimônio.
1º de junho – Palocci envia informações complementares pedidas pela PGR. No mesmo dia, diante de um cochilo da base governista, a oposição conseguiu aprovar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados a convocação do ministro, que acabou sendo suspensa em plenário.
6 de junho – O procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, decide arquivar a denúncia contra Palocci, ele afirmou que "não compete ao Supremo processar e julgar"o ministro

 

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