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Representações contra Palocci na Câmara serão mantidas, diz ACM Neto

Maurício Savarese

Do UOL Notícias<br>Em Brasília

2011-06-07T18:57:22

07/06/2011 18h57


O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Antonio Carlos Magalhães Neto, afirmou que todas as representações em comissões da Casa pedindo depoimento de Antonio Palocci serão mantidas. O agora ex-ministro iria à Câmara na condição de convidado.

"A crise ainda não acabou, mas alivia para o governo porque Palocci ocupava o cargo mais importante", disse ACM Neto.

Sobre a atuação da presidente Dilma Rousseff, ele afirmou: "Ela demorou demais. Podia ter tomado essa decisão há três semanas."

Biografia de Palocci

Antonio Palocci Filho é médico sanitarista. Trabalhou como servidor da Secretaria Estadual de Saúde, em Ribeirão Preto (SP), e chefiou a Vigilância Sanitária da região. Antes de ser eleito prefeito da cidade (1993-1996), foi vereador e deputado estadual em São Paulo. Em 1997, assumiu a presidência do PT no Estado. Em 2002, foi coordenador da campanha de Lula à Presidência.

Tornou-se, no Ministério da Fazenda, fiador de uma política econômica pragmática e criticada por outras estrelas do petismo. Em 2006, deixou o governo por conta de denúncias de tráfico de influência e de ter ordenado o vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo, que o acusou de frequentar a ?mansão do lobby? em Brasília.

Foi eleito deputado federal em 2006 e teve discreta atuação parlamentar. Em paralelo, atuava como consultor na empresa Projeto. Em 2010, coordenou a campanha de Dilma e, depois da eleição, assumiu a Casa Civil.

Cronologia do Caso Palocci

15 de maio - Reportagem da Folha de S.Paulo revela que o patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aumentou em 20 vezes e passou de R$ 375 mi para R$ 7,5 mi entre 2006 e 2010. Segundo o jornal, Palocci comprou um apartamento de luxo em SP por R$ 6,6 mi e um escritório por R$ 882 mil.
15 de maio - O ministro explica em nota que o patrimônio de sua consultoria Projeto "foi fruto desta atividade e compatível com as receitas realizadas nos anos de exercício”.
20 de maio - A Procuradoria-Geral da República pede explicações a Palocci sobre o seu aumento patrimonial.
27 de maio – Palocci se antecipa ao prazo dado pela PGR e entrega informações sobre aumento de seu patrimônio.
1º de junho – Palocci envia informações complementares pedidas pela PGR. No mesmo dia, diante de um cochilo da base governista, a oposição conseguiu aprovar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados a convocação do ministro, que acabou sendo suspensa em plenário.
6 de junho – O procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, decide arquivar a denúncia contra Palocci, ele afirmou que "não compete ao Supremo processar e julgar"o ministro
7 de junho – O ministro-chefe da Casa Civil envia carta à presidente Dilma pedindo afastamento do cargo

 

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