Líderes petistas se reúnem para endossar permanência de Luiz Sérgio no ministério

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília

Os três petistas mais proeminentes da Câmara dos Deputados se reuniram nesta quinta-feira (9) para tentar arrefecer as discordâncias e declarar apoio à manutenção de Luiz Sérgio como ministro das Relações Institucionais. Depois da saída de Antonio Palocci da Casa Civil, a articulação política do governo com o Congresso se tornou motivo de disputa e de possível troca pela ministra da Pesca, Ideli Salvatti.

O presidente da Câmara, Marco Maia (RS), o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), e o líder do PT na Casa, Paulo Teixeira (SP), vieram a público para elogiar o trabalho de Luiz Sérgio, cuja pasta foi esvaziada de atribuições por conta da atuação de Palocci. Com a substituição por Gleisi Hoffmann, a articulação política sob o atual ministro das Relações Institucionais se tornou objeto de crítica principalmente dos peemedebistas.

“Para mim é um constrangimento alguém levantar meu nome como candidato a ministro”, disse Vaccarezza, até mais cedo cotado para o cargo assim como Ideli –que esteve com Dilma nesta tarde em Santa Catarina. “Temos um ministro que é nosso amigo. Ganhamos quase todas as votações na Câmara, exceto a do Código Florestal. O trabalho dele é de sucesso.” O cargo é visto como parte da cota dos deputados, não do Senado, onde Ideli esteve até 2010.

Teixeira afirmou que Luiz Sérgio “foi apoiado por nós, foi um dos artífices das nossas vitórias”. Mas apostou em um “redesenho das funções políticas para fortalecer a pasta” ocupada pelo político do Rio de Janeiro. Mais cedo, o ministro foi ao microblog Twitter para negar que tenha pedido demissão.

Maia afirmou que, além de referendar Luiz Sérgio, a reunião também buscou arrefecer o clima na própria liderança petista, após uma série de informações na imprensa dando conta de que ele e Vaccarezza disputavam o direito de indicar um sucessor para a pasta das Relações Institucionais e, em seguida, na liderança do governo na Câmara.

“Nossa intenção é acabar com essa conversa de que há uma disputa”, afirmou. “Não temos nenhuma diferença nem divergência. Já tivemos disputas, como pela presidência da Câmara, mas isso já é passado. Queremos demonstrar a todos que o PT está atuando de forma articulada”, finalizou.

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