Topo

Líder do PT no Senado culpa Câmara por crise política

Maurício Savarese e Fábio Brandt<br> Do UOL Notícias

Em Brasília

13/06/2011 17h12

Um mês após a crise política que levou a uma minirreforma ministerial e ao estremecimento da base aliada no Congresso, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse nesta segunda-feira (13) que a Câmara dos Deputados era o foco da disputa na base aliada da presidente Dilma Rousseff. Ele previu “céu de brigadeiro” depois que as pendências forem resolvidas.

“Nós sabemos que temos alguma dificuldades na Câmara dos Deputados. Mas há um esforço, que não será apenas dela. Será de todos nós, do presidente do partido, dos líderes, creio que até do próprio presidente Lula, para encontrarmos uma paz. É perfeitamente possível fazer isso rapidamente”, disse.

Costa ainda disse que, no Senado, “a situação é de muita tranquilidade”. Segundo ele, no PT “a preocupação é com as eleições do ano que vem. As pendências do partido em relação ao governo, com esse redesenho da Secretaria de Relações Institucionais como foco da articulação política, também serão resolvidas. E ai vamos voar em céu de brigadeiro”, afirmou.

Segundo o líder do PT, Lula não tem nenhuma tarefa específica para apaziguar a crise entre os deputado. “Ele tem a consciência e o sentimento de que precisamos ajudar. Uma palavra dele com alguns líderes, com a bancada, ajudará a melhorar o relacionamento dos parlamentares”, disse.

Disputa

Na quinta-feira, antes de Ideli ser indicada para suceder Luiz Sérgio como ministra das Relações Institucionais, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que chegou a ser cotado para assumir as Relações Institucionais, reuniu-se com o líder da bancada petista, Paulo Teixeira (SP), e o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS). O objetivo era mostrar unidade.

Na semana passada, Vaccarezza fez reuniões com aliados que foram entendidas como campanha para ocupar o Secretaria das Relações Institucionais. Hoje, após a posse de Ideli e de Luiz Sérgio, o líder do governo afirmou ser “partidário da união” e trabalhar “pelo acordo”.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), também negou prolongamento da crise. Ao chegar à cerimônia de posse dos ministros, disse que as diferenças entre Vaccarezza e Teixeira se restringiram à discussão do Código Florestal e que não houve pressão para que Luiz Sérgio deixasse a articulação política.

Mais Política