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Suplente de Gleisi Hoffmann é envolvido em investigação da Polícia Federal

Carlos Kaspchak<BR>Especial para o UOL Notícias<BR>Em Curitiba

14/06/2011 07h05

Antes mesmo de tomar posse, o suplente Sérgio Souza (PMDB), que assume nesta terça-feira (14) a vaga de Gleisi Hoffmann (PT) no Senado, precisou dar explicações sobre a denúncia de que ele é investigado na Operação Gafanhoto, desencadeada em 2008 pela Polícia Federal para apurar fraudes e desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa do Paraná, no período entre 2001 e 2004.

As investigações apuram um esquema no qual eram depositados salários de vários funcionários em uma só conta corrente, e que depois eram sacados por terceiros. Na operação também é investigada a nomeação de funcionários fantasmas nos gabinetes e diretorias da Assembleia do Paraná.

Souza disse na segunda-feira (13) que não sabia ser um dos alvos da operação, mas admitiu que recebia salários em nome de sua mãe, que era funcionária no gabinete do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), seu padrinho político. Souza trabalhou por 12 anos como assessor do então deputado Pessuti e foi indicado por ele para ser suplente na chapa de Gleisi Hoffmann na eleição ao Senado, em 2010. Souza é filiado ao PMDB há 15 anos.

“É verdade, minha mãe foi funcionária e eu recebia os salários na minha conta porque ela nunca teve conta bancária e não tem até hoje”, disse o futuro senador. Ele explicou que a mãe era assessora e que realizava trabalhos externos fora do gabinete do deputado Pessuti. “Ela era assessora política e não ficava necessariamente no gabinete, como era comum na época. Ela também fazia atividades assistenciais”, afirmou.

O ex-governador Orlando Pessuti defendeu Souza das acusações. Ele confirmou que a mãe dele foi funcionária da Assembleia durante alguns meses, mas negou que ela fosse funcionária fantasma. “Infelizmente a denúncia não corresponde com a realidade dos fatos. Ele não se apropriou do salário da sua mãe. Ela não era assessora fantasma. Eu, assim como a grande maioria dos deputados daquela época, mantinha assessores parlamentares nos municípios onde tinha representação política.”

A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal do Paraná informou ao UOL Notícias que só nesta terça-feira (14) poderá confirmar ou não se o nome do futuro senador consta nas investigações. O processo da Operação Gafanhoto corre em segredo de justiça e foi desencadeado em 2008 por ação do Ministério Público Estadual do Paraná, que também informou à reportagem não poder confirmar se Sérgio Souza foi investigado na época.

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