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Plebiscito no Pará termina sem prisões ou ocorrências graves, diz Procuradoria Eleitoral

Carlos Madeiro

DO UOL Notícias, em Belém (PA)

11/12/2011 19h38

Uma eleição tranquila, sem prisões e sem ocorrências graves. Esse foi o balanço da PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) do plebiscito realizado no Pará, neste domingo (11), sobre a divisão do Estado, no qual os eleitores decidiram não dividir o Estado. Nenhum caso de transporte irregular ou compra de votos –as duas maiores preocupações das autoridades-- foram registrados.

Segundo o procurador regional eleitoral, Daniel César Azeredo Avelino, três denúncias mais graves foram feitas e necessitaram de ação das autoridades, sendo apenas delas uma de compra de voto, mas que não se confirmou.

"A denúncia de compra de voto foi feita na periferia de Belém, mas a Polícia Federal foi acionada, foi ao local, não encontrou nada e o caso foi encerrado. Além disso, um mesário da frente em defesa da divisão estava com uma camisa de campanha, em Marabá,mas isso foi resolvido tranquilamente. Tivemos uma denúncia de uma empresa em Barcarena, de que funcionários estariam sendo impedidos de votar, mas que também foi solucionada", afirmou, citando que apenas uma apreensão de material irregular foi feita durante todo o dia, em Belém.

Apesar do balanço positivo, Avelino afirma que o balanço final só poderá ser fechado durante a semana, já que os promotores do Ministério Público Estadual poderão apresentar denúncias de irregularidades. "No interior, contamos com essa atuação dos promotores, que podem ter recolhido alguma questão que possa ser apurada. Do material que temos, nada deverá resultar em processo pós-plebiscito", disse.

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Sobre a consulta popular, Avelino afirmou que o plebiscito transcorreu de forma simples e eficiente. “O modelo adotado é administrativamente fácil de ser conduzido. O que o país tem que estudar agora é se esse [plebiscito] é melhor sistema a ser adotado. Esse processo precisa de uma análise mais tranquila, a partir de agora, com opinião de pessoas de outras áreas, como economistas e cientistas políticas”, pontuou o procurador.

Para o procurador regional eleitoral, Daniel César Azeredo Avelino, o Estado precisa entender o resultado das urnas e o clima separatista como um sinal de que as administrações públicas precisam ser melhoradas. "Não se pode desconsiderar o sentimento da população. Isso vale principalmente para os órgãos públicos, que precisam estar mais próximo da população. Esse plebiscito mostrou exatamente essa realidade, que precisa ser mudada com ações desses órgãos públicos", afirmou.

O procurador disse ainda que o debate sobre a criação dos Estados de Tapajós foi "pobre". "Acho que o debate poderia ter sido feito de uma maneira mais esclarecedora para a população. Se você analisar as últimas propagandas, pouco foi apresentado de números, estudos científicos. Houve uma repetição das eleições convencionais, com uma grande utilização do marketing, apelando para o lado emocional. E isso acaba por trazer um prejuízo ao debate”, assegurou.

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