Aprovação do governo Dilma cresce para 56%, diz pesquisa CNI/Ibope

Maurício Savarese

Do UOL Notícias, em Brasília

  • Jorge Araújo/Folhapress

Apesar de as denúncias e demissões de ministros terem dominado o noticiário nos últimos meses, a aprovação do governo Dilma Rousseff avançou para 56% da população brasileira, segundo pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na sondagem anterior, realizada em setembro, o número era de 51% ao todo.

O índice de "ótimo" e "bom" dado ao governo de Dilma subiu 5 pontos percentuais --acima da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Segundo o Ibope, a aprovação cresceu em todas as regiões, mas teve mais força no Nordeste e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (11 pontos percentuais em cada uma delas). Com 61%, os nordestinos dão a mesma aprovação que os sulistas.

Outros 32% consideram o governo da petista regular, na comparação com 34% da pesquisa anterior. Outros 9% reprovam a gestão de Dilma --eram 11% na sondagem anterior. Três por cento das pessoas não souberam responder sobre a administração federal, uma oscilação de um ponto percentual para cima em relação a setembro.

Sobre o desempenho pessoal da presidente, 72% da população a aprovam, ante 71% na pesquisa anterior. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 142 municípios brasileiros entre os dias 2 e 5 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Percepção da corrupção e Lula

Entre setembro e dezembro, os ministros dos Esportes e do Trabalho sofreram com denúncias que os levaram a deixar os cargos. O titular da pasta do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, amigo da presidente desde a juventude em Belo Horizonte, passou a ser alvo de suspeitas de enriquecimento ilícito.

Na sondagem do Ibope, 28% dos entrevistados disseram se lembrar de notícias envolvendo corrupção no governo.  Entre esses, quase um quarto dos ouvidos se referiu às denúncias contra Lupi. Outros 10% falaram sobre “queda de ministros”. O vazamento de petróleo no Campo do Frade, no Rio de Janeiro, causado pela norte-americana Chevron, foi recordado por 4% dos entrevistados.

O Ibope aferiu que 57% da população acreditam que o governo de Dilma é igual ao do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva – uma oscilação de dois pontos percentuais para cima em comparação com setembro. A mesma oscilação para cima se viu entre os que acham a gestão atual pior do que a anterior. Doze por cento creem que a petista governa melhor que seu mentor – na sondagem anterior eram 15%.

“O saldo – diferença entre o percentual que avalia o governo Dilma melhor e o dos que o avaliam pior – continua desfavorável para o governo Dilma e passou de 11 pontos percentuais para 16 pontos percentuais”, diz o Ibope.

Apesar da crise europeia e do PIB quase estável no terceiro trimestre, as expectativas sobre a gestão de Dilma melhoraram: passaram de 56% em setembro para 59% nesta sondagem. As perspectivas são regulares para 24% da população – eram 26% na pesquisa anterior. Dez por cento esperam um futuro ruim ou péssimo com a presidente, na comparação com os 11% de três meses atrás. Seis por cento não souberam responder, em uma oscilação de um ponto percentual para baixo.

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