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Em evento com Aécio, FHC afirma que Dilma "cospe no prato em que comeu"

Rodrigo Lima/O Tempo/Estadão Conteúdo
Encontro do PSDB em Belo Horizonte tem a presença do senador Aécio Neves, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia Imagem: Rodrigo Lima/O Tempo/Estadão Conteúdo

Carlos Eduardo Cherem

Do UOL, em Belo Horizonte

2013-02-25T19:55:36

2013-02-26T08:07:40

25/02/2013 19h55Atualizada em 26/02/2013 08h07

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, nesta segunda-feira (25), em Belo Horizonte, que a presidente Dilma Rousseff (PT) é "ingrata". Na semana passada, durante ato de comemoração dos 33 anos do PT, Dilma afirmou não ter recebido herança de governo. "Não me deixaram nada", disse Dilma.

"O que podemos dizer de uma pessoa ingrata?", perguntou FHC.  "A presidente cospe no prato em que comeu", afirmou o ex-presidente. "O PT usurpa o poder", disse o tucano.

As afirmações foram feitas durante evento do PSDB na capital mineira. Nome do PSDB como possível candidato à presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB) participa do evento, em um hotel na zona sul.

Em reunião, FHC diz que PT copiou projetos do PSDB

O encontro “Minas Pensa o Brasil”, além de servir para reforçar a pré-candidatura de Aécio, dando início às discussões de seu programa de governo e sinalizando que ele deve ser o candidato tucano, serve, de acordo com FHC, como contraponto ao discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, semana passada, lançou a presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida para um segundo mandato em 2014.

FHC usou a ironia para atacar o PT. "O PT tinha duas metas. O socialismo e a ética. Sobre o socialismo nunca mais falaram. Sobre a ética, meu Deus, não precisamos nem falar", disse o ex-presidente.

Diferentemente das outras campanhas, onde FHC foi jogado para escanteio, a estratégia do senador mineiro é destacar o governo do ex-presidente tucano. O ex-presidente teria um papel de protagonista, principalmente, por conta da influência que exerce sobre o PSDB de São Paulo.

FHC afirmou ainda que o senador tucano é o "único" candidato do PSDB. "Não há resistências [ao nome de Aécio]. Nunca soube de resistências ao nome do Aécio. Pode ter havido alguma coisa no passado", afirmo o ex-presidente. "Tem mais alguém que pode ser candidato dentro do PSDB?", perguntou.

"O PT deturpou e usurpou (...) O Aécio é renovação no estilo de falar. Tem uma leveza capaz de sacudir o país. Um candidato dinâmico. Jovem. O Brasil está com fadiga de quem está no governo", afirmou o ex-presidente.

"Mas não estamos lançando candidaturas. Estamos construindo uma candidatura", disse.  "Para acabar com o bloco que controla o país, deixando-o prisoneiro de um só lado, temos de manter essa candidatura."

Aécio evita embate com Ciro Gomes

Aécio usou seu discurso para rebater críticas do o ex-ministro Ciro Gomes (PSB). 

Neste sábado (23), o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) usou o horário que tem numa rádio do Ceará, como comentarista esportivo, para criticar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato à Presidência da República pelo PSDB, além do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da ex-senadora Marina Silva (Rede), ambos também possíveis candidatos à Presidência da República em 2014. Na sua fala, transmitida pela rádio "Verdes Mares", Ciro disse que nem o Aécio, nem o governador de Pernambuco, nem Marina têm proposta para o país.

Segundo Aécio, Ciro "tem seu estilo próprio" e evitou polemizar com o socialista. "Vou convidá-lo para uma conversa. Vou mostrar para o Ciro o conjunto de boas idéias que temos para o país", disse Aécio. O senador disse ainda que o "PSDB não é tão bom em propaganda, mas em administração", referindo-se ao ex-governador do Ceará.

Rádio

O senador tucano evitou comentar a iniciativa do Ministério Publico em investigar uma rádio de sua propriedade em Minas Gerais.
"Acho que as explicações já foram dadas", se limitou a afirmar o ex-governador de Minas Gerais, quando perguntado a respeito do caso.

De acordo com reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o Conselho Nacional do Ministério Público vai decidir se a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte poderá investigar repasses publicitários feitos pelo governo de Minas Gerais à Rádio Arco-Íris, que tem como sócios o senador e sua irmã, Andrea Neves. O CNMP deverá decidir esta semana se a competência é do procurador-geral de Justiça ou do coordenador de Defesa do Patrimônio de Belo Horizonte, João Medeiros.

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