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Sessão da Comissão de Direitos Humanos é suspensa devido a protestos

Sueli de Freitas

Do UOL, em Brasília

20/03/2013 15h42Atualizada em 20/03/2013 17h04

A sessão da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara Federal foi suspensa na tarde desta quarta-feira (20) devido aos protestos que tomaram conta do plenário da Câmara onde a reunião acontecia.

Os ativistas contra a eleição do presidente da CDHM Marco Feliciano (PSC-SP) se concentraram desde o início da sessão pedindo a saída do pastor, acusado de ter dado declarações homofóbicas e racistas.

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Todo esse debate sobre homofobia e política me lembrou casos que aconteceram nos Estados Unidos, bem como em outros países. O senador estadual da Califórnia, republicano e conservador, Roy Ashburn votou durante 14 anos contra propostas para aumentar os direitos dos homossexuais. Alguns anos atrás, aos 55, divorciado e pai de quatro filhas, assumiu em entrevista a uma rádio que era gay

Marco Feliciano abriu a sessão, mas se ausentou logo depois, passando a presidência para a autor do requerimento da audiência pública que estava na pauta de hoje. Os protestos continuaram e o presidente da Comissão de Seguridade, Doutor Rosinha (PT-PR), sugeriu a suspensão por falta de condições para continuar o debate.

A sessão foi  presidida pelo deputado Henrique Afonso (PV-AC), autor do requerimento para a audiência pública, depois que o Feliciano saiu.

Novamente, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a bater boca com os manifestantes referindo-se a eles como “vagabundos e veados”. “Não vamos nos intimidar, toda sessão estaremos presente”, dosse Ciro Naum, do recém-criado "Movimento Não me Representa", que se coloca contra a eleição do pastor Feliciano.

Na semana passada, a primeira sessão da comissão presidida pelo pastor também foi marcada por tumulto e bate-boca.

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