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Homem é detido ao tentar invadir gabinete de Marco Feliciano

Do UOL, em Brasília

27/03/2013 16h35Atualizada em 27/03/2013 17h25

Um manifestante contrário ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara, foi detido na tarde desta quarta-feira (27) pela Polícia Legislativa. Allysson Rodrigues Prata tentava invadir o gabinete do deputado quando foi impedido pelos agentes. Ele foi levado à coordenação de Polícia Judiciária, onde será ouvido.

Mais cedo, o antropólogo Marcelo Régis teve a prisão pedida por Marco Feliciano. Régis chamou o deputado de "racista" e Feliciano pediu para que a Polícia Legislativa o retirasse do plenário. "Aquele senhor de barba vai sair preso daqui porque me chamou de racista", disse o deputado, citando o artigo 139 Código Penal, que trata de difamação.

A Polícia Legislativa deteve Régis para prestar depoimento e ele será liberado em seguida.

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A comissão debateu nesta tarde a contaminação do solo por chumbo em Santo Amaro da Purificação (BA). A entrada foi restrita a parlamentares, aos debatedores e à imprensa.

Ao fim da audiência, Feliciano disse que "um parlamentar precisa ser respeitado".

Desde que assumiu a presidência da comissão, o deputado, que é também pastor evangélico, tem enfrentado protestos. Ele é acusado de ter dado declarações homofóbicas e racistas. Na semana passada, a sessão da CDH durou menos de dez minutos e foi suspensa devido ao tumulto. A primeira reunião sob o comando de Feliciano, no último dia 13, também foi marcada por bate-boca.

Pressão para renunciar

Feliciano tem enfrentado, além dos protestos, pressão de outros deputados para renunciar ao cargo. Ontem, o PSC decidiu manter o parlamentar à frente da comissão, alegando que ele tem "ficha limpa".

"O PSC não abre mão da indicação feita pelo partido. Avaliza e repito: não abre mão da indicação feita. O deputado Marco Feliciano foi eleito por maioria dos membros da comissão. Se ele estivesse condenado pelo Supremo [Tribunal Federal], nem indicado seria. Feliciano é um deputado 'ficha limpa', tendo então todas as prerrogativas de estar na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias", diz a nota oficial lida por Everaldo Pereira.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não ficou satisfeito com a decisão do partido e convocou para a noite de ontem um encontro com os líderes partidários para fazer pressão pela renúncia.

Para Alves, o argumento para convencer o parlamentar será o de demostrar que a manutenção dele no posto impede o andamento normal das atividades da comissão e atrapalha a Câmara como um todo. "Para a comissão poder se reunir, poder trabalhar, o comando da comissão poder comandar a comissão, aquele clima de radicalismo lá instalado – não importa de A, B ou C – não pode continuar", citou Alves ao sair da reunião.

Feliciano reafirmou nesta quarta que não pretende renunciar. "Não renuncio de jeito nenhum. O que os líderes podem fazer com a minha vida? Eu fui eleito pelo voto popular e pelo voto do colegiado", disse.

(Com Agência Câmara)

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