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Política

Grupo de deputados tentará anular sessão que elegeu Feliciano para CDH

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

03/04/2013 12h36

Um grupo de deputados entregará na tarde desta quarta-feira (3) um pedido para anular a sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do último dia 7 de março que elegeu como presidente o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Os parlamentares questionam as circunstâncias em que a eleição foi realizada: a portas fechadas e sem a permissão de manifestações orais (chamadas de questões de ordem) por parte dos integrantes da comissão.

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“A audiência, em que se deu a escolha do deputado federal Marco Feliciano, não cumpriu os requisitos fundamentais previstos no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, entre outros, a publicidade, a transparência e a escolha livre e independente, posto que a audiência foi fechada e ocorreu, a nosso ver, sobre coação e ameaça”, diz trecho do recurso.

O documento será entregue na 1ª vice-presidência da Câmara dos Deputados e será assinado a princípio pelos seguintes parlamentares: Nilmário Miranda (PT-MG), Iriny Lopes (PT-ES), Janete Pietá (PT-SP), Padre Ton (PT-RO), Domingos Dutra (PT-MA), Paulão (PT-AL) e Érika Kokay (PT-DF).

Se aceito o pedido de anulação da sessão, a comissão teria de realizar uma nova eleição.

Mais ações contra Feliciano

Ainda da tarde hoje, parlamentares do PSOL também irão entregar um pedido à Mesa Diretora da Câmara para que a Corregedoria da Casa analise a conduta do Feliciano em relação às denúncias publicadas sobre ele na imprensa e as denúncias de uso indevido de verba de gabinete e suposto emprego irregular de servidores no gabinete dele.

Nesta terça-feira (2), a deputada Iriny Lopes entregou um pedido também para Mesa Diretora de abertura de um processo disciplinar contra Feliciano por quebra de decoro parlamentar.

Mais manifestações contra o deputado são esperadas para a sessão da Comissão de Direitos Humanos prevista para as 14h de hoje. Na ocasião, Feliciano tentará deliberar com os integrantes da comissão a possibilidade de encaminhar um grupo para ajudar os 12 brasileiros presos na Bolívia por suposto envolvimento no assassinato de um menor em um jogo do Corinthians naquele país.  

Em paralelo à reunião, integrantes da Frente Parlamentar em defesa dos Direitos Humanos se reunirão às 16h para definir os próximos passos do movimento e aguardam a participação de integrantes de movimentos de defesa dos negros e homossexuais.
 

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