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Política

Afif é a pessoa certa para o lugar certo, diz Dilma sobre novo ministro

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

09/05/2013 11h17

Durante a posse de Guilherme Afif Domingos (PSD) como ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa em cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff não poupou nesta quinta-feira (9) elogios para justificar a importância do novo ministério e as credenciais do seu escolhido para o posto.

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“[Afif é] A pessoa certa para o lugar certo. Eu tenho certeza (...) de que o ministro foi o mais importante formulador e ao mesmo tempo o representante de milhões de cidadãos comuns que têm nas micro e pequenas empresas os objetivos das suas vidas. O ministro construiu a pauta das micro e pequenas empresas no nosso país”, afirmou a presidente.

Dilma destacou ainda a “eficiência, experiência e visão estratégica” de Afif, que foi idealizador do MEI (Microempreendedor Individual) e autor do artigo que deu origem ao Simples (Sistema de Arrecadação de Impostos Nacional).

Segundo a presidente, o empenho no setor será diminuir a burocratização. “Por que um novo ministério? O Brasil reconhece necessário o processo de expansão para depois o processo de redução e afinamento. Precisamos de politicas focadas. (...). As micro e pequenas empresas se integraram com todos os ministérios e têm, sobretudo, uma questão estratégica no pais: a questão da desburocratização”, declarou em seu discurso.

Já Afif afirmou que “as micro e pequenas empresas não são uma bandeira partidária, mas uma bandeira nacional”.  Ele classificou o excesso de burocracia como “um grande biombo da corrupção” e a comparou com o colesterol, que tem “o bom e o ruim”, a mesma comparação depois utilizada pela presidente.

Ao assumir a recém-criada Secretaria de Pequenas e Micro Empresas - 39º ministério do governo -, disse que "todos gostaríamos que fosse mais enxuto [o Estado]". Em seguida ele afirmou que, no entanto, sua pasta "ninguém pode criticar". 

“Eu não sirvo a dois senhores"

Em sua primeira entrevista coletiva depois de empossado, Guilherme Afif Domingos afirmou que não pretende sair do cargo de vice-governador de São Paulo, para o qual foi eleito em 2010, e tentará conciliá-lo com o posto de ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

“Eu não sirvo a dois senhores. Eu sirvo a uma causa que os dois senhores concordam”, resumiu.  “Um vice não se licencia, um vice já é um licenciado porque ele é stand-by, o que ocorre é exatamente o fato de que o vice é eleito e renúncia é um fato muito grave”, completou.

Questionado se não temeria que a manutenção em dois cargos não poderia causar algum problema ético ou embaraço ao governo quando precisasse ir a São Paulo, Afif voltou a dizer que não vê problema.

“Só por decisão judicial, se houver uma decisão judicial hoje, sim. Mas nada que indica, que me obriga a renunciar”, reforçou. 

O deputado do PSOL  Carlos Giannazi pediu, nesta quinta-feira, a cassação de Afif à Assembleia de SP.

Ao ser indagado sobre a aproximação do PSD com a base governista, Afif afirmou que a inclusão dele no ministério não altera o discurso do partido de que se manteria independente.

“Não [representa entrada na base aliada]. É exatamente aquilo sempre que sempre foi colocado. O PSD tem uma grande tendência a apoiar a reeleição da presidente Dilma, sem que isso signifique a troca de cargos. A minha indicação ficou muito clara: pela história biografia e afinidade com a presidente e com o tema”, argumentou. No passado, Afif teve um discurso crítico com relação a Dilma.

O novo ministro destacou que contará com um orçamento pequeno, de cerca de R$ 8 milhões, mas que, apesar da estrutura enxuta, terá uma ampla interlocução com os outros ministérios para construir propostas e ações conjuntas. “Este não será o ministério da verba, será o ministério do verbo”, brincou Afif.

A “brincadeira” foi prontamente rebatida pela presidente.  “O ministro está sendo modesto. [O ministério] Vai ser também da verba.”

Dilma destacou que as micro e pequenas empresas ainda precisam de uma política de crédito e tributária específica e são responsáveis por empregar 11 milhões de pessoas em todo o país.

“A importância que atribuo a esse processo no Brasil, eu acredito que no microempreendedor individual e na micro e pequena empresas estão uma das sínteses do Brasil neste novo processo de desenvolvimento com inclusão social”, completou a presidente.

Para Afif, um dos primeiros desafios que terá como ministro será o de desburocratizar a abertura e o fechamento de empresas. 

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