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Para apaziguar ânimos, Eduardo e Marina dizem que candidatura só será definida em 2014

A ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), participam de entrevista coletiva em São Paulo - Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo
A ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), participam de entrevista coletiva em São Paulo Imagem: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Guilherme Balza

Do UOL, em São Paulo

10/10/2013 15h27Atualizada em 10/10/2013 17h15

Para acalmar a militância do PSB e da Rede, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva, recém-filiada ao PSB, convocaram uma entrevista coletiva em São Paulo nesta quinta-feira (10) para dizer que a candidatura da coalizão só será definida no ano que vem.

“A decisão que nós temos tomada com muita clareza é que nós estamos fazendo uma aliança que busca a identidade que o PSB e a Rede têm. É preciso começar essa aliança não pelos nomes, mas pelo conteúdo que deve presidir esse nosso encontro. Em 2014 vamos tomar uma decisão sobre a chapa”, afirmou Eduardo.

“Eu faço minhas as palavras do governador. Estamos invertendo um processo na política brasileira. O que acontece tradicionalmente: faz-se uma aliança eleitoral, ganha-se os governos e depois inventa-se um programa. Nós estamos fazendo uma aliança programática”, completou Marina.

Nos últimos dias, lideranças do PSB afirmaram que a única possibilidade em 2014 é ter Eduardo Campos encabeçando a chapa. Já a militância da Rede quer Marina como candidata à Presidência em função do desempenho da ex-senadora nas pesquisas. Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, Marina havia dito que as duas possibilidades são válidas.  Mas ontem, em Brasília, a ex-ministra do Meio Ambiente declarou que a candidatura de Eduardo "estava posta".


“Se alguém imagina que vai ter problema entre Marina e eu e outros companheiros para que a gente possa organizar isso, está redondamente enganado”, disse Campos.

Eduardo se diz ‘confortável’

Nas pesquisas eleitorais, Marina aparece sempre em segundo lugar, entre 20 e 25% das intenções de voto, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff. Já Eduardo oscila em torno de 5% das intenções e pouco evoluiu desde que seu nome começou a aparecer nas pesquisas.

O governador de Pernambuco afirmou que sente “completamente” confortável mesmo estando bem atrás de Marina. “Se fosse dois candidatos atrás de candidatura, Marina podia ir a outro partido e eu ficava no PSB”, disse. Já Marina usou metáforas para referir-se à aliança entre ambos. “Duas pessoas, cada um do seu tamanho, resolveram se unir mesmo estando na planície, e não no olimpo.”

Ao ser questionado sobre o seu desempenho nas pesquisas eleitorais para a Presidência, Eduardo lembrou as vitórias que teve em seu Estado e os índices de aprovação da população. “Já tive mais mandatos que mereci a Deus. Já tive tratamento generoso dos meus conterrâneos com grandes votações.”

Na entrevista coletiva, Campos anunciou que no próximo dia 29 haverá um encontro entre militantes do PSB e da Rede para elaborar um documento que servirá de base para o programa da coalizão. 
 

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