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Diante de Aécio e empresários, Dilma exalta Campo de Libra e Mais Médicos

Marlene Bergamo/Folhapress
A presidente Dilma Rousseff participa de evento da revista "CartaCapital", em São Paulo Imagem: Marlene Bergamo/Folhapress

Guilherme Balza

Do UOL, em São Paulo

2013-10-28T23:26:07

2013-10-29T00:06:07

28/10/2013 23h26Atualizada em 29/10/2013 00h06

Para uma plateia formada por empresários e políticos, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB-MG), a presidente Dilma Rousseff exaltou o leilão do Campo de Libra, o modelo de partilha adotado na exploração do pré-sal e o programa Mais Médicos --bandeiras de sua gestão e que farão parte de sua provável campanha à reeleição. O evento foi organizado pela revista "CartaCapital", na zona oeste de São Paulo, na noite desta segunda-feira (28).


“O leilão do Campo de Libra foi um sucesso. Foi formado um forte e eficiente consórcio com participação da Petrobras e outras quatro grandes empresas, capazes de explorar essa enorme riqueza de nossas águas profundas. Competência tecnológica e recursos financeiros são os traços principais do consórcio”, declarou a presidente.

O evento premiou as empresas consideradas mais admiradas pelo país por um grupo de 1.300 empresários que foram consultados.

Dilma defendeu o modelo de partilha do petróleo da camada pré-sal, que vem sendo atacado por opositores nos últimos dias, e desqualificou o de concessão. De acordo com a mandatária, o modelo de concessão não seria vantajoso no caso do pré-sal porque há a certeza de que há petróleo de boa qualidade, em grandes quantidades.

“Resumindo e concluindo: tem petróleo, sabemos onde está o petróleo, tem muito e é de boa qualidade (...) trata-se de uma área de baixa risco e, portanto, de muita receita monetária. Estas quatro razões explicam o modelo de partilha. A maior parte fica com o Estado brasileiro e também com a Petrobras”, disse.

“Quando não se sabe onde está o petróleo, o modelo adotado é o de concessão. Como o risco de não encontrar é alto, as empresas pagam royalties e ficam com todo o petróleo”, acrescentou a presidente.

A mandatária repetiu os números que devem resultar da exploração do Campo de Libra e afirmou que 85% das receitas produzidas ali ficarão com o país.

Dilma disse ainda que o governo federal está investindo R$ 13 bilhões em infraestrutura de saúde e enalteceu o programa Mais Médicos. “É um passo importante na qualificação do SUS (Sistema Único de Saúde) ao assegurar que uma parte expressiva da população tenha acesso aos médicos nas periferias das regiões metropolitanas.”

Aos empresários, a presidente comemorou os números da economia nos últimos trimestres e procurou destacar as parcerias entre o governo e a iniciativa privada por meio das concessões de aeroportos, portos e rodovias que já aconteceram e irão ocorrer nos próximos anos.

Ao final do discurso, Dilma elencou o que chamou de "conquistas pós-regime autoritário". A mandatária citou o controle da inflação, a redução da desigualdade social e o aumento da mobilidade. Para atrair a confiança do empresariado, a presidente disse que nos próximos anos o governo continuará prezando pela responsabilidade fiscal e institucional.

“Foi assim até agora, continuará sendo assim daqui pra frente, esse é o caminho que construímos juntos em todo esse processo da nossa história recente, cada um dando sua contribuição. Tem a contribuição dos últimos dez anos, a contribuição dos 15 anos e dos 20 anos.”

Além de Dilma e Aécio, acompanharam o evento os ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Guilherme Afif Domingos (Micro e Pequena Empresa),  a presidente da Petrobras, Graça Foster, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Roberto Requião (PMDB-PR), o deputado federal e presidente do PT, Rui Falcão (PT-SP) e os secretário estadual de São Paulo Andrea Calabi (Fazenda).

Convidados, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva (ambos do PSB) eram esperados, mas não compareceram ao evento.

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