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Dirceu desiste de trabalhar em hotel; cooperativa oferece emprego a petistas

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

05/12/2013 17h49Atualizada em 05/12/2013 18h33

Uma cooperativa de presidiários entregou nesta quinta-feira (5) no STF (Supremo Tribunal Federal) uma oferta de trabalho para os ex-dirigentes petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, presos há cerca de 20 dias após condenação no julgamento do mensalão. Condenados no regime semiaberto, eles têm direito a pedir autorização para sair da prisão para trabalhar durante o dia.

Para Delúbio Soares, que era tesoureiro do PT quando o mensalão aconteceu, a cooperativa afirmou que, por ele “não ser de confiança”, não poderá ocupar cargo administrativo com acesso às finanças da cooperativa. Por conta disso, o cargo oferecido é o de assistente de marcenaria. Pela função, também receberia 75% do salário mínimo, o que daria hoje R$ 508,50.

Diz o texto protocolado no Supremo que, como Delúbio “não demostrou a nosso ver nenhuma habilidade em outras funções se não a de tesoureiro do partido político local, aonde se constatou não ser de confiança, não podemos alocá-lo em um cargo administrativo com acesso às finanças da cooperativa e, por este motivo, lhe ofereceremos o cargo de assistente de marcenaria”.

O emprego do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu seria o de administrar a parte de fabricação de piso de concreto, pelo qual receberá, caso aceite, 75% do valor do salário mínimo. A remuneração seria bem menor do que os R$ 20 mil oferecidos pelo hotel Saint Peter, em Brasília, com o qual Dirceu havia assinado contrato e pleiteava na Justiça o direito de sair durante o dia para trabalhar fora da prisão –ele desistiu do trabalho hoje após, segundo nota enviada à imprensa pelo seu advogado, José Luiz Oliveira Lima. O emprego do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na cooperativa seria o de administrar a parte de fabricação de piso de concreto, pelo qual receberá, caso aceite, 75% do valor do salário mínimo. A remuneração seria bem menor do que os R$ 20 mil oferecidos pelo hotel Saint Peter, em Brasília, com o qual Dirceu assinou contrato e pleiteia na Justiça o direito de sair durante o dia para trabalhar fora da prisão.

Para Genoino, presidente do PT à época do escândalo, foi oferecido o emprego de costurar bolas. Se aceitar, o ex-deputado, que renunciou ao mandato nesta semana e aguarda decisão da Câmara dos Deputados a um pedido de aposentadoria por invalidez, receberá R$ 5 por bola. Na oferta, a cooperativa esclarece que, ciente do estado de saúde do ex-parlamentar, que sofre de uma doença no coração, entende que a tarefa não exigirá dele “nenhum esforço físico”.

A oferta foi protocolada pela Confederação do Elo Social Brasil, que é coligada com a Cooperativa Sonho de Liberdade, situada no setor de chácaras Santa Luzia, perto da Estrutural, região administrativa do Distrito Federal, onde os presos trabalhariam.

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