Topo

Com reforma de R$ 18 mi, prédio da Alerj dará lugar a Museu da Democracia

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

04/09/2014 06h00

O Palácio Tiradentes (prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), situado na rua 1º de Março, no centro histórico do Rio de Janeiro, será reformado ao custo de R$ 18 milhões e vai dar lugar ao Museu da Democracia, espaço que reunirá exposições e atividades com foco no processo democrático e na história republicana do país.

A transição deve ocorrer nos próximos dois anos, período definido pelos deputados estaduais para construção de uma nova sede, na Cidade Nova. Inaugurado há 88 anos, o Palácio Tiradentes é considerado obsoleto em relação às necessidades atuais dos parlamentares, de acordo com a assessoria da Alerj.

A Mesa Diretora da Casa argumenta que, entre outras coisas, o Palácio Tiradentes possui apenas duas salas para audiências públicas --o novo prédio terá dez salas--, falta de estrutura para cabeamento e condições inadequadas para o funcionamento da TV Alerj.

Além disso, o prédio não tem estacionamento. Essa é uma reclamação antiga dos deputados. Com isso, o Legislativo usa dinheiro público para alugar vagas no edifício-garagem Menezes Cortes, no centro. A Alerj não informou o valor que será economizado com o fim do aluguel de vagas.

O principal fator que impede reformas no Palácio Tiradentes é o tombamento do Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O órgão responsável pela preservação de bens tombados impõe uma série de restrições em relação a mudanças estruturais no imóvel.

Segundo a Alerj, embora já tenha orçamento definido, a ideia do Museu da Democracia está em fase embrionária e não há detalhes sobre as obras de adaptação. O projeto, assim que for elaborado, será encaminhado ao Iphan para avaliação. Em razão do tombamento, o órgão precisa dar o aval para que as obras sejam feitas.

Já o prédio anexo da Alerj (Palácio 23 de Julho), cedido ao Legislativo em 1975, após a fusão entre os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, será demolido para que o espaço seja liberado para o processo de revitalização da zona portuária. No local, que fica ao lado do Palácio Tiradentes, funcionam atualmente os gabinetes dos parlamentares.

Casa nova só em 2016

De acordo com o projeto original, a Alerj passará a ter dois prédios de 20 pavimentos, com instalações mais modernas e ecologicamente corretas, erguidos em um terreno de aproximadamente de 7.000 metros quadrados doado pelo governo do Estado. Ainda não há previsão para o começo das obras. 

A Alerj informou que o projeto "segue padrões ecológicos e de eficiência energética, inclusive com a meta de obtenção de certificações internacionais de qualidade com a conclusão da obra". Ainda não há, segundo a Assembleia Legislativa, um orçamento fechado para o empreendimento.

A fachada terá um sistema de captação de energia solar, e o edifício, como um todo, terá telhados verdes e um mecanismo central de reutilização de água. Na parte externa, será construída uma praça cívica para que a população acompanhe o trabalho dos parlamentares por meio de um telão. O plenário ficará sob essa praça e terá um teto transparente.

Política