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Esvaziada, marcha que saiu de SP para pedir impeachment chega ao Congresso

 

UOL Notícias

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

27/05/2015 15h56

Integrantes da Marcha pela Liberdade, movimento liderado por organizações contrárias à presidente Dilma Rousseff (PT), chegaram nesta quarta-feira (27) ao Congresso Nacional onde irão ingressar com um pedido de impeachment contra a presidente. Apesar de terem informado que até 40 mil pessoas poderiam participar do protesto marcado para a tarde desta quarta-feira, pouco mais de 300 pessoas, de acordo com a PM do Distrito Federal, compareceram ao evento.

A marcha partiu de São Paulo no dia 24 de abril rumo a Brasília. A ideia, inspirada no imperador romano Júlio César e no militante comunista Carlos Prestes, tem entre os seus principais líderes o estudante Kim Kataguiri, 19, do Movimento Brasil Livre.

Segundo o tenente-coronel Frederico Santiago, que coordenou a operação de segurança no entorno do Congresso Nacional feita pela PM do Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública do DF havia informado à PM que pelo menos 40 mil pessoas poderiam participar do protesto. Para se preparar para esse público, a PM colocou 150 homens nas imediações do Congresso e mobilizou pelo menos 2.000 outros militares, que ficaram de prontidão. No momento em que o grupo chegou ao Congresso, havia aproximadamente um PM para cada dois manifestantes.

"Nossa estimativa foi feita com base no que as organizações passaram para a SSP. Não entendo nada de política, mas não sei como eles chegaram a esse número. De qualquer forma, estamos a postos", afirmou o tenente-coronel Frederico Santiago.

Segundo Kim, apesar do pouco número de pessoas que aderiu ao protesto, o objetivo da marcha foi cumprido. “Nossa ideia não era organizar um movimento imenso, com adesão em massa. Nossa ideia era mobilizar as pessoas em torno da ideia de que esse governo não tem mais legitimidade para nos representar e que por isso precisa ser retirado do poder”, afirmou Kim Kataguiri.

Kim, que sofreu um acidente na semana passada quando um motorista atingiu um carro que dava suporte ao grupo na estrada, diz estar recuperado do acidente. “Está tudo bem agora. Tive apenas uns arranhões no braço, mas nada que nos impedisse de continuar a marcha”, afirmou.

Kim e outros integrantes de movimentos contrários à presidente Dilma, como Marcello Reis, do Revoltados On Line, foram recebidos por líderes da oposição no Congresso Nacional. “Estamos dando apoio a esse pedido de impeachment que vai se somar a outros que já estão na casa. Nossa posição é de apoiar a saída da presidente Dilma Rousseff. Esse governo não se sustenta”, afirmou o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP).

Os manifestantes em seguida se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que disse que iria analisar o pedido de impeachment protocolado pelo grupo e só então se manifestaria sobre o caso.