Líderes do PT comemoram ato na Paulista e esperam que Lula atraia PMDB

Vinícius Segalla

Do UOL, em São Paulo

  • Lucas Lima/ UOL

    Ex-presidente Lula participou de ato na Paulista que reuniu 95 mil pessoas na avenida Paulista

    Ex-presidente Lula participou de ato na Paulista que reuniu 95 mil pessoas na avenida Paulista

Lideranças do Partido dos Trabalhadores que estavam presentes no ato desta sexta-feira na avenida Paulista, contrário ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, comemoraram o que chamaram de "sucesso inquestionável" da manifestação, que reuniu 95 mil pessoas, de acordo com o Datafolha.

De acordo com os políticos, a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo e aos palanques trará duas consequências positivas ao partido e à presidente Dilma Rousseff. A primeira é mobilizar as bases do PT e dos movimentos sociais, que tenderiam a apoiar mais o governo com a presença de Lula a Esplanada dos Ministérios e em manifestações de rua.

A segunda seria aprimorar a articulação política do Planalto, com o objetivo principal de restabelecer a normalidade nas relações com o PMDB, partido que era aliado do governo e atualmente passa por um processo de afastamento da presidente da Dilma.

Para o presidente do PT, Rui Falcão, a manifestação "superou todas as expectativas". "Ainda não vi os números e as imagens de outras cidades além de São Paulo, mas o que se viu aqui é que existe muita gente que segue disposta a defender as instituições democráticas e um governo legitimamente eleito", disse o político. De acordo com ele, a chegada de Lula à articulação política do governo dá novo alento ao Executivo Federal. "Se há um bom momento para a reaproximação com o PMDB, este momento é agora", finalizou Falcão, enquanto se dirigia rapidamente para o carro após o fim do discurso de Lula na Paulista.

Já para Emídio Pereira de Souza, ex-prefeito de Osasco (Grande São Paulo) e presidente estadual do PT, "manifestação foi muito acima das expectativas, mostrando que milhões de brasileiros não irão se render ao golpismo". Sobre a atuação do ex-presidente daqui para frente, Emídio disse que "será fundamental do ponto de vista institucional. Ele é bom de diálogo, tem uma boa relação com o PMDB e poderá aproximar mais as duas siglas. Lembrando que o PMDB ainda não deixou o governo, pelo contrário, ainda ocupa seis ministérios."

Outro que pregou o bom relacionamento com o PMDB foi Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula. Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência durante o primeiro mandato de Lula, em 2003, o político lembrou que o PMDB deveria ter feito parte do governo federal petista desde o início. "Naquela época (2003), eles se dividiram, uma parte apoiando o nosso governo e outra seguindo para a oposição. Mas a história democrática e de luta do PMDB faz com sejam parceiros naturais de nosso governo, e a chegada de Lula tornará isso mais possível do que nunca".

Finalmente, o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, as manifestações dos últimos dias, daqueles se opõem e daqueles que apoiam o governo Dilma, mostraram diferenças nítidas entre os dois grupos. "Do lado dos que são favoráveis à democracia e contra o golpismo (apoiadores de Dilma) mostraram união. Eram movimentos sociais, partidos políticos e pessoas que vieram espontaneamente, todas com a mesma agenda: a defesa da democracia. Já aqueles que participam das manifestações de fins de semana não falam a mesma língua, defendem coisas diferentes e vaiam os políticos da oposição." 

Na Paulista, manifestantes pró-Dilma cantam o hino nacional

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