Empresa lança ovo de Páscoa de 'moroango' para homenagear juiz da Lava Jato

Emanuel Colombari

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Ovos de Páscoa sabor morango homenageiam atuação de juiz Sergio Moro

    Ovos de Páscoa sabor morango homenageiam atuação de juiz Sergio Moro

O juiz federal Sergio Moro também deverá ser figura presente na Páscoa de parte dos moradores de Curitiba. A Casa de Chocolates Schimmelpfeng lançou, na última semana, um ovo de chocolate no sabor 'moroango', em referência ao magistrado que julga casos da Operação Lava Jato.

Segundo José Augusto Cury Fortes, diretor da chocolataria, o produto foi idealizado por seu pai e tem agradado ao público. A intenção, no entanto, não é tomar partido no momento político do Brasil, de acordo com ele.

"É mais uma brincadeira mesmo, porque o Sergio Moro está aparecendo aí. Alguém que esteja em destaque, de repente, é uma coisa que possa trazer um troço comercial", disse Fortes, em entrevista ao UOL.

"A ideia, na verdade, é [homenagear] uma pessoa da Justiça que está em destaque. Tanto que o Sergio Moro não está do lado politico", acrescentou.

Cada unidade do ovo de Páscoa --fabricado, obviamente, no sabor morango-- custa R$ 42 (o tamanho do ovo não foi informado). "É o preço normal do chocolate que a gente cobra. Não tem um preço especial, uma coisa comemorativa. Todo mundo aqui em Curitiba apoia a ação do Sergio Moro", argumentou o diretor da Casa de Chocolates.

Segundo o diretor da empresa responsável pela produção, com quatro lojas em Curitiba e uma em Brasília, as linhas temporárias já haviam feito parte da produção em outros tempos. Entretanto, o fato de homenagear uma pessoa é inédito.

"Já tínhamos feitos de clubes [de futebol] paranaenses. Tínhamos feito de todos os clubes, há muito tempo atrás. Chegamos a fazer de clubes paulistas, porque tinha procura", relembrou.

Apesar da homenagem a Sergio Moro, Cury Fortes assegura que nem ele nem os funcionários participaram de manifestações recentes --tanto no dia 13 de março, contra o governo de Dilma Rousseff, quanto no dia 18, contra o impeachment da presidente. O motivo: a produção da empresa às vésperas da Páscoa.

"Apesar da crise politica, nessa época a gente trabalha muito. A gente trabalha o tempo inteiro, não tem nem tempo. A gente não está escolhendo lado nenhum", explicou.

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