Processo de impeachment

Após reunião, PSD adia definição se apoia o impeachment de Dilma

Ricardo Marchesan

Do UOL, em Brasília

  • Evaristo Sá/AFP

    Presidente da comissão do impeachment, Rosso é do PSD

    Presidente da comissão do impeachment, Rosso é do PSD

Após reunião de mais de duas horas nesta quarta-feira (13), o PSD ainda não chegou a uma definição oficial se deixará a base governista nem se apoiará oficialmente o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O anúncio foi adiado para as 19h dessa quarta.

Dos 36 deputados da bancada do PSD, há cinco indecisos e cinco contra o impeachment. Os demais são a favor. Do total, 33 participaram da reunião. O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, também esteve presente.

Segundo o blog do Fernando Rodrigues, do UOL, 8 deputados do partido ainda estavam dispostos a votar contra o impeachment até a última terça-feira. Hoje, esse número pode cair para perto de zero.

Partidos da base decidem desembarque

Na véspera, o PP anunciou o desembarque da base aliada do governo. A maioria dos deputados decidiu que a sigla vai orientar seus integrantes para que votem pelo impeachment, mas irá respeitar quem optar por se posicionar contra.

No encontro que definiu a questão, 34 deputados votaram a favor do afastamento de Dilma, 9 contra e 4 ficaram indecisos. A bancada do PP tem 47 deputados atualmente.

Também na terça-feira, o PRB anunciou que sua bancada, tanto na Câmara quanto no Senado, votará integralmente a favor do impeachment. O partido possui 22 deputados e um senador.

Já a bancada do PR na Câmara, que tem 40 deputados, ainda está dividida. O ex-deputado Valdemar Costa Neto, cacique da legenda e condenado no escândalo do mensalão, quer a permanência na base. Do outro, oposicionistas defendem o impeachment.

O deputado Maurício Quintella Lessa (AL), contrário ao governo, renunciou à liderança da sigla. O governista Aelton Freitas (MG) foi eleito para o seu lugar. O partido comanda o Ministério dos Transportes, com Antonio Carlos Rodrigues.

Diante das baixas, a tática do governo será dar prioridade a negociações individuais de cargos com os próprios deputados, a fim de evitar que a oposição consiga apoio de 342 parlamentares na votação em plenário deste domingo.

Caso isso aconteça, os senadores ainda terão que decidir se referendam ou não a decisão dos deputados.

Arte/UOL

Placar do impeachment

Levantamento diário do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra como os deputados estão direcionando seus votos para o impedimento ou não da presidente Dilma Rousseff. Clique aqui para conferir como está o placar (e que está aberto a mudanças)

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