Processo de impeachment

Por uma "conciliação", Tarso Genro sugere nova assembleia constituinte

Emanuel Colombari

Do UOL, em São Paulo

Em evento nesta segunda-feira em São Paulo, o ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, sugeriu a realização de uma nova assembleia constituinte para substituir o documento de 1988.

Segundo Genro, o período desde a última Constituição esgotou o modelo social-democrata no qual o texto foi baseado. Para ele, o novo processo poderia modernizar a Constituição.

"Penso que o esgotamento tem que ser contrastado com um conjunto de ações", disse Genro, segundo o qual as alterações deixariam de lado relações econômicas de subordinação para promover relações de cooperação e interdependência.

"Isso é um longo projeto. A relação trabalhista se universalizou, porque as ordens trabalhistas dos países ricos se universalizaram e precisam ser aplicados a outros países", completou.

Segundo o ex-governador do Rio Grande do Sul, é necessário pensar em adequação da ordem constitucional brasileira.

"É um processo político, jurídico, que pode desembocar em uma nova constituinte", disse. "O que me parece é que, assim, não avança", completou.

Questionado a respeito da Constituição de 1988, que uniria pontos divergentes sem um mesmo fio condutor, Tarso Genro disse que uma nova carta magna deveria manter tais moldes.

"O processo constituinte é um processo de conciliação. Sua finalidade é fazer a composição de contrários", argumentou.

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