Processo de impeachment

Votação do impeachment na Câmara terminou ao meio-dia de segunda para Secretaria-Geral

Fabiana Maranhão

Do UOL, em Brasília

  • Moreira Mariz/Agência Senado

    Volumes com 12.044 páginas foram protocolados na Secretaria-Geral da Mesa do Senado

    Volumes com 12.044 páginas foram protocolados na Secretaria-Geral da Mesa do Senado

Às 23h50 do domingo (17), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarava encerrada a sessão de votação do impeachment, que havia começado pontualmente às 14h.

Naquele momento, terminava o expediente para os 511 deputados que estiverem presentes. Mas para uma equipe formada por quase cem pessoas, os trabalhos estavam longe de acabar.

Foi só ao meio-dia de segunda-feira (18) que os funcionários da Secretaria-Geral da Mesa Diretora puderam respirar aliviados.

Nesse intervalo de cerca de 12 horas --com algumas (poucas) horas de sono no meio--, o trabalho se concentrou nas transcrições das cerca de 10 horas de falas dos deputados, que são convertidas para palavras escritas pela equipe do setor de taquigrafia da Câmara.

"A sessão nunca acaba para a gente quando os deputados saem do plenário. Levamos pelo menos 1h30, 2h para resolver todos os assuntos daquela sessão", explica Sílvio Avelino, secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara há pouco mais de um ano.

Mas desta vez os funcionários levaram mais tempo que o habitual. Primeiro por causa da quantidade de deputados que falaram durante a sessão. Teve também outro fator determinante: todo o material precisava estar pronto na segunda-feira, para ser incluído no processo que seria encaminhado para o Senado.

"Todas essas sessões são taquigrafadas. Não há nenhum equipamento para fazer de forma eletrônica a degravação desse apanhado taquigráfico. É feito no computador por servidores do departamento de taquigrafia", explica Avelino.

Na segunda, Cunha entregou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o processo com 34 volumes, totalizando 12.044 páginas.

"Cada um daqueles documentos tem de ter as páginas numeradas e rubricadas. Você tem um processo manual para que fique textificado com fidedignidade aquilo que foi para dentro do processo", detalha o secretário-geral.

Avelino conta que ficou quase o tempo todo ao lado de Eduardo Cunha, dando apoio durante os trabalhos, mas admite que não lembra muito dos detalhes da sessão. "A gente se abstrai do conteúdo para ficar voltado para o atendimento das necessidades do trabalho", revela.

Perguntado se foi uma espécie de "braço direito" de Cunha durante a votação, Avelino fica sem saber o que responder. "Quem poderia dizer isso é o próprio presidente, né?".

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