Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

PMDB define nomes para comissão do impeachment no Senado

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

A liderança do PMDB no Senado anunciou nesta quarta-feira (20) as indicações do partido para compor a comissão especial do impeachment na Casa.

Com direito a cinco nomes, o PMDB indicou os senadores Raimundo Lira (PB), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB ) e Waldemir Moka (MS). Agora, só faltam as indicações oficiais dos integrantes do bloco formado pelos partidos PT e PDT para que os prováveis integrantes da comissão sejam conhecidos.

A comissão especial do impeachment no Senado terá 21 integrantes titulares e 21 suplentes. Desde ontem, cinco dos seis blocos partidários já indicaram os nomes que deverão participar de uma eleição de chapa única para a comissão. A eleição está prevista para a próxima segunda-feira (20).
Os integrantes indicados por bloco partidário até o momento são:

PMDB – 5 vagas: Raimundo Lira (PB), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB ) e Waldemir Moka (MS)

PSDB, DEM e PV – 4 vagas: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO)

PT e PDT – 4 vagas: ainda não indicou oficialmente. No entanto, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ ) disse que ele, José Pimentel (PT-CE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) serão os indicados

PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas: Romário (PSB-RJ) e Fernando Bezerra (PSB-PE) e Vanessa Grazziotin (PCdoB)

PP, PSD – 3 vagas: Zé Medeiros (PSD-MT), Ana Amélia (PP-RS) e Gladson Cameli (PP-AC)

PR, PTB, PSC, PRB, PTC – 2 vagas: Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrela (PTB-MG)

Entre os integrantes apontados pelo PMDB, Raimundo Lira foi o indicado pelo partido para presidir a comissão. Seu nome substituiu o da senadora Ana Amélia (PP-RS), que vinha sendo cotada para função, mas que enfrentava resistência de parlamentares do PT por já ter se manifestado a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

O nome de Lira, no entanto, parece ter agradado aos parlamentares do PT. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), elogiou a escolha de Lira para a presidência da comissão. "Gostamos da indicação de Raimundo para presidente. Está no critério que a gente tem defendido. Alguém sem posição definida, alguém que dialoga com todas as partes. Uma pessoa ponderada que não está no centro do conflito, apesar de ser do PMDB", disse o parlamentar.

Lindbergh, porém, criticou a escolha de Antônio Anastasia como relator. Segundo ele, Anastasia já tem uma posição fechada em torno do impeachment e não teria a "imparcialidade" necessária para conduzir o processo.

"Não concordamos com a indicação do senador Anastasia. A gente acha que o relator tem que ter as mesmas características que o presidente [...] Senadores que têm imparcialidade. É preciso dizer que nós, senadores, nos tornamos juízes", afirmou Lindbergh.
 

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