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Senado já cometeu equívocos na história, diz Renan sobre impeachment

Em 2013, Senado realizou devolução simbólica dos mandatos do ex-senador Luiz Carlos Prestes e seu suplente Abel Chermont - Jonas Pereira - 22.mai.2013/Agência Senado
Em 2013, Senado realizou devolução simbólica dos mandatos do ex-senador Luiz Carlos Prestes e seu suplente Abel Chermont Imagem: Jonas Pereira - 22.mai.2013/Agência Senado

Fabiana Maranhão

Do UOL, em Brasília

26/04/2016 13h36Atualizada em 26/04/2016 14h10

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (26) que vai fazer "tudo para garantir o máximo de previsibilidade" ao longo do processo do impeachment para evitar "equívocos".

"O Senado já cometeu equívocos ao longo da história", declarou Calheiros, durante reunião hoje com cerca de 30 representantes de movimentos sociais, estudantis, religiosos e de centrais sindicais.

"Toda vez que o Senado se apressou a tomar decisões, de uma forma ou de outra, nós tivemos que fazer uma revisão da própria história", disse.

O presidente da Casa afirmou que vai fazer " tudo o que for possível para garantir o máximo de previsibilidade democrática", em resposta ao pedido dos movimentos sociais para que o Senado barre o pedido de abertura do processo de afastamento de Dilma Rousseff (PT).

Sobre a possibilidade de haver impeachment e haver um governo temporário, Renan disse que prevê manter uma relação de "colaboração" com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que assumiria a Presidência. "Tive nos últimos anos com a presidente Dilma uma relação de colaboração [...] Se for o caso de termos um governo temporário, eu terei a mesma relação que tive com a presidente, de independência, mas de colaboração com aquilo que significa o interesse nacional", declarou.

Calheiros citou o exemplo do senador Luiz Carlos Prestes, que teve o mandato cassado na década de 1940, depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cancelou o registro do PCB (Partido Comunista do Brasil). Em 2013, o Senado reconheceu o erro e devolveu simbolicamente o mandato de Prestes, que morreu em 1990.

Os representantes dos movimentos sociais entregaram ao presidente do Senado "322 manifestos com milhares de assinaturas da sociedade brasileira para dizer que nós somos contra o golpe", afirmou João Pedro Stédile, um dos principais líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

"Esperamos que o Senado, ao contrário da Câmara, que foi um tribunal de exceção, recupere a legalidade do processo e julgue o mérito", disse Stédile. "Temos certeza que a presidente não cometeu nenhum crime de responsabilidade", acrescentou.

Placar do impeachment no Senado - Arte/UOL - Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Placar do impeachment do Senado

Levantamento diário do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra como os senadores estão direcionando seus votos para o impedimento ou não da presidente Dilma Rousseff.

Para ver o placar atualizado, acesse o endereço: http://zip.net/brs8JB  (URL encurtada e segura).

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