Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Comissão do impeachment quer ouvir ministra da Agricultura e Banco do Brasil

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Alan Marques/Folhapress

    Do PMDB, Kátia Abreu é próxima de Dilma e contra o afastamento da petista

    Do PMDB, Kátia Abreu é próxima de Dilma e contra o afastamento da petista

A comissão especial do Senado que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff definiu na manhã desta quarta-feira (27) as pessoas que serão convidadas a participar dos debates.

Os ministros Kátia Abreu (Agricultura) e Nelson Barbosa (Fazenda), além de um representante do Banco do Brasil, foram convidados por requerimentos de senadores do PT e PC do B.

A denúncia do impeachment se baseia nas chamadas pedaladas fiscais cometidas em 2015 nos atrasos de repasses para pagamento do Plano Safra, sob responsabilidade, segundo o governo, da Fazenda e do Banco do Brasil. O governo afirma que não houve irregularidades.

Do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, Kátia Abreu é próxima de Dilma e contra o afastamento da petista.

Os ministros Kátia Abreu e Nelson Barbosa e o representante do Banco do Brasil devem falar no mesmo dia do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, nesta sexta-feira (29).

Do lado governista, está será a primeira vez que Kátia Abreu e o Banco do Brasil serão ouvidos no processo de impeachment. Durante a tramitação do processo na Câmara, a comissão especial dos deputados chegou a ouvir os ministros Barbosa e Cardozo.

A participação de representante do Banco do Brasil foi contestada pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO).

O senador afirmou que o Banco do Brasil foi "vítima" das políticas do governo Dilma, que seria o único responsável pelas pedaladas. "Eles [Banco do Brasil] não podem ser responsabilizados. A responsabilidade é da presidente da República", afirmou Caiado.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebateu dizendo que o banco é o responsável pela operação do Plano Safra e que o depoimento de representante da instituição poderia "desmascarar a tentativa de imputar à presidenta um crime que ela não cometeu".

Na segunda-feira (2), vão participar dos debates especialistas convidados pelos senadores favoráveis ao impeachment e, na terça-feira (3), os convidados pelos defensores do governo Dilma.

Amanhã, quinta-feira (28), foram convidados os autores do pedido de impeachment, os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior e a advogada Janaina Paschoal.

Os governistas também aprovaram a convocação do ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marcello Lavenère, o diretor da faculdade de direito da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Ricardo Lodi Ribeiro, e do professor de direito processual penal da UFRJ Geraldo Luiz Mascarenhas Prado, para a terça-feira (3).

Entre os convidados pela oposição para os debates da próxima semana está o procurador do Ministério Público no TCU (Tribunal de Contas da União) Júlio Marcelo de Oliveira, responsável por denunciar as chamadas pedaladas fiscais ao tribunal.

A oposição também aprovou o convite ao ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Velloso e ao professor de direito econômico da USP (Universidade de São Paulo) José Mauricio Conti. Os convidados pela oposição devem falar na segunda-feira (2).

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