Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Presidente interino da Câmara promete "serenidade" e cumprir a Constituição

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

Presidente interino da Câmara dos Deputados após o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por decisão do ministro STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, Waldir Maranhão (PP-MA) conversou rapidamente com jornalistas ao deixar a Câmara no início da tarde desta quinta-feira (5) e disse que gostaria de deixar uma "palavra de serenidade", segundo afirmou.

"Vamos cumprir a Constituição, ela conduz e baliza as nossas atitudes. Portanto, vamos trabalhar pela Casa [a Câmara] e pelo Brasil", disse Maranhão.

O Regimento da Câmara afirma que quando cargos da Mesa Diretora, como a Presidência da Câmara, ficam vagos, devem ser convocadas novas eleições após cinco sessões. Mas o Regimento não prevê especificamente a hipótese de afastamento do mandato por ordem do Supremo, como ocorreu com Eduardo Cunha.

Na manhã desta quinta-feira, deputados afirmavam que seria necessário esperar a decisão final do STF, que deve ser tomada na tarde de hoje, para avaliar se serão convocadas eleições para o cargo.

Técnicos da Mesa Diretora da Câmara consultados pela reportagem do UOL afirmaram que não estão previstas novas eleições para a presidência da Câmara, que só aconteceriam em caso de morte, renúncia ou de cassação do mandato de Cunha. O deputado foi eleito para comandar a Casa no começo de 2015 por um período de dois anos, que se encerra em 1º de fevereiro de 2017.

Após se reunir junto com um grupo de deputados com Maranhão pela manhã, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que o presidente interino disse que irá convocar uma reunião de líderes partidários na próxima semana para redefinir a pauta de votações da Câmara.

"Ele [Maranhão] está sereno. Disse que ia tentar pacificar a casa com uma agenda positiva e chamar os líderes para refazer a pauta", disse Jandira. Segundo a deputada, Maranhão teria inclusive concordado em incluir projetos em defesa de direitos das mulheres, por causa da proximidade do Dia das Mães. "Ele disse que topa", afirmou Jandira.

Waldir maranhão votou contra o impeachment

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