O Brasil está mudando e não quer corrupção, diz ministro da Casa Civil

Felipe Amorim, Leandro Prazeres e Ricardo Marchesan

Do UOL, em Brasília

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta sexta-feira (13) acreditar que o presidente interino Michel Temer (PMDB) terá o apoio do Congresso Nacional para aprovar medidas de ajuste econômico e de redução no número de cargos comissionados, tradicionalmente cobiçados por aliados políticos. "Nós temos tido demonstrações por parte do Congresso Nacional e a situação numérica durante a votação do impeachment mostra isso, de que há uma consciência de que o Brasil está mudando e tem que mudar", afirmou.

A declaração foi feita durante a primeira entrevista coletiva do ministério do presidente interino Michel Temer, que assumiu a Presidência na última quinta-feira (12) após a presidente Dilma Rousseff (PT) ter sido afastada pelo Senado devido ao processo de impeachment.

"As pessoas foram às ruas cobrar duas coisas: 'nós queremos um Estado sem corrupção e queremos um Estado eficiente'. A sociedade deixou claro que não abre mão de ter um Estado fora da corrupção e que tenha eficiência", completou Padilha.

Um dos principais anúncios feitos hoje por Padilha, Romero Jucá (Planejamento) e Ricardo Barros (Saúde) foi o corte de pelo menos 4.000 cargos comissionados da administração federal. Segundo Jucá, o corte será "simbólico", mas indicaria um "exemplo" a ser dado pelo governo em relação às medidas de austeridade que o governo pretende implementar.

Questionado sobre as críticas de que agenda política implementada pelo governo do PMDB não teria sido aprovada nas urnas em 2014, Eliseu Padilha afirmou que as medidas planejadas pelo presidente Michel Temer teriam de ser tomadas independentemente do partido que estivesse no poder. "Estamos convivendo com uma situação emergencial. O presidente Temer disse que se faz necessário um governo de salvação nacional. Estamos com um deficit previsto já pelo governo anterior em torno de R$ 100 bilhões e ainda não foram considerados vários encargos que certamente virão", afirmou.

"Teríamos que adotar essas medidas sob pena de até o final do ano não termos condições de pagar salários. Ou se toma uma medida agora ou teremos um comprometimento no governo federal naquilo que é mais sagrado para o servidor", disse Padilha.

Veja a íntegra do primeiro discurso de Temer como presidente interino

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